por maneco nascimento
Dias 30, 31 de janeiro e 01 de fevereiro a agenda está confirmada. A República dos Desvalidos faz tempo do só rir em franca diversão de comédia e dramas acenados pelo Grupo de Teatro Pesquisa - Grutepe. As apresentações ocupam o palco do Theatro 4 de Setembro, às 20 horas.
A República dos Desvalidos, originalmente conhecido pelo público, nas edições anteriores, como Itararé, a República dos Desvalidos, sempre teve uma vida rica de sucesso, viagens, prêmios e personalidades que assinam o sucesso da memória e história dramática do teatro piauiense.
José da Providência, o homenageado dessa nova montagem; Zé Afonso; Eleonora Montenegro, atriz paraibana; Aurélio Melo; Helô Cristina; Eleonora Paiva; Izinha Ferreira; Cândida Angélica e Cláudia Amorim, entre outro(a)s, engrossaram a conspiração do teatro do Grutepe.
In memoriam a José da Providência, um dos diretores do espetáculo, a dramaturgia concentrada de Zé Afonso Lima, embora tenha tido direções masculinas e atores partners à composição do mundo de vizinhos, brigas, intrigas, religião e fé, lenda transversalizada ao drama, políticas comunitárias e adaptação à política pública habitacional, mas sempre foi um mundo das mulheres.
(cena de Itararé, a República dos Desvalidos: Lari, Bid e Vera Leite/acervo Grutepe)
Cândida Angélica, Izinha Ferreira e Cláudia Amorim, em momentos distintos, foram furacão revirando a cena e deixando gracejos impagáveis à narrativa proposta ao interpretarem a Beata da vizinhança. Lari Sales e Vera Leite que sempre estiveram presentes nas montagens, desde que o mundo de Itararé, a República dos Desvalidos é mundo encenado e ganhou fama no palco, sabem bem do traçado.
(Lari Sales/divulgação)
Bid Lima, que também assina o Figurino, foi absorvida na montagem de 2006 e continua marcando a boa presença, de histrionismo delicado na forma de atuar, nessa montagem que estreia no fim do mês de janeiro.
(Bid Lima/divulgação)
Edithe Rosa, a + nova aquisição não deve deixar margem de dúvidas do que é capaz. Laureada (Prêmio Nacional de Monólogos "Ana Maria Rêgo") e querida do público de Teresina, Edithe há de compor muito bem, obrigado, no grupo dos maduros e elementais de A República dos Desvalidos.
(Edithe Rosa em Apareceu a Margarida. Prêmio "Ana Maria Rêgo"/acervo Mosay de Teatro)
Os meninos também venceram. Zé Afonso, Fábio Costa, Eliomar Vaz e Marcel Julian, este que chegou para a montagem de 2006, estão contidos na trama e contêm, cada a um a seu tempo de atuar e tino dramático, a força que move a cena e a magia do teatro no exercício do fingimento.
Mas as meninas dominam a cena, quando cantam, dançam, saracuteiam e fervem em dramas e cômicos da carpintaria joséafonsiana. Densidade e picardias a levezas ou exacerbos do lúdico, elas são D+.
E não há quem não afrouxe o riso e não se entregue às pilhérias que preenchem de alegria e felicidade a dramaturgia encenada, ao surto de prazer e contentamento de ser e estar teatro dedicado pelas atrizes que fizeram história no espetáculo.
Elas se garantem e dão mãos à obra e à palmatória dos críticos e especialistas de plantão. Fazem com força e energia quente e atomizam a cena ao bem do teatro e deleite do público. O + fica para os anais de confirmação e negação da arte de confronto, resistência ou amor incondicional ao teatro do Grutepe.
A República dos Desvalidos vem aí. Atrás dessa novidade só não vai quem já morreu, ou perdeu a graça de ser feliz.
Serviço:
A República dos Desvalidos
- de Zé Afonso de Araújo Lima -
direção de Arimatan Martins
dias 30 e 31 de janeiro
01 de fevereiro de 2015
às 20 horas
no Theatro 4 de Setembro
Informações: 3222 7100
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