sexta-feira, 3 de novembro de 2017

05 de novembro!

Domingo é da Cultura!

O Dia Nacional da Cultura - Dia da Cultura Brasileira [Dia de Ruy Barbosa] é comemorado neste domingo, dia 05 de novembro. 

No Dia das Culturas Brasis, como diria um colega de cena, no Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro, o tempo volta-se às comemorações ao Dia da Cultura. A Cultura Piauís se instala na Casa em seu Complexo Cultural.

As ações começam pelo Café Literário "Genu Moraes" [anexo Theatro 4 de Setembro] - às 19 horas. Ali será aberta uma Exposição de estreante, "A Exposição da Rosa". 

A artista desenvolve carreira de atriz, técnica camareira, artesã das linhas e bordados, costureira cênica, atleta e mãe. Como artista visual, das tintas e pincéis é que vai demonstrar, em vernissage sua primeira vez. 

Rosângela Borges, é de Campo Maior [16 de março de 1965] e mora em Teresina. A camareira Rosa, como é conhecida no palco, ou nos bastidores, do Theatro 4 de Setembro, é o fiel da balança em tudo que faz e obra trabalho, no exercício da profissão. 

Transita e recepciona artistas nos camarins da Casa[Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro ] e, nas horas livres, pode voltar-se à arte visual de ilustrar imagens na tela, a partir  de apreensões do mundo em seu redor

Na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club dos Diários] a partir das 19h30, será lançada a Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena". Um revival de memórias da hemeroteca que o dramaturgo reuniu ao longo da carreira,  envolvida no Teatro. 

Aci Campelo, com mais de dez peças escritas, é um dos fundadores do Grupo Raizes de Teatro, em fins dos anos de 1970, e dividiu essa cena com Lorena Campelo, Williams Martins[Lili Martins], entre outros. 

Na Exposição, material de memória e história na práxis vivenciada do movimento de Teatro Amador do Piauí. 

Autor de textos a dramas e comédias (Arribação, O Auto do Corisco, A Menina e o Boizinho, Miridã, Club do Pipi, etc), também historiografa as atualizações de memórias da construção do Teatro do Piauí, como criador e observador do movimento dramático local.

Na Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena" reverbera acervo preservado de cartazes, folders, programas, fotografias e mais materiais que caracterizam assunto da Exposição.

Já no Theatro 4 de Setembro, às 20 horas, o cantor e compositor Yuri Raphael reúne os amigos André de Sousa, Edilson de Sousa, Enaldo Jr., Gustavo Baião, Matheus Queiroz  e, manda ver no Lançamento de Músicas do novo CD. 

A cidade está convidada a comemorar o Dia da Cultura Brasileira [Dia de Ruy Barbosa] com música bossa nossa e a Entrada é Franca! 

No show, o pop rock de influências da MPB tradição e um trabalho autoral de Yuri Raphael que manda pra galera. Integrante da Banda Aclive, a carreira solo vem em complemento do trabalho coletivo que desenvolve na interação com a Aclive. O estilo, a voz que canta as Canções feitas a nosotros é o que poderá ser conferido na noite do dia 05 de novembro, no 4 de Setembro.

Agora é certa! Dia da Cultura Brasileira - Dia de Ruy Barbosa [05 de novembro],no Complexo Cultural Club dos Diários/Thearo 4 de Setembro só vai dar Cultura.


Serviço:Dia da Cultura Brasileira
[05 de novembro]
- domingo -
19 horas
*no Café Literário "Genu Moraes"
- A Exposição da Rosa -

*na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club dos Diários]
Exposição "Aci Campelo - 40 Anos em Cena" -
[memória hemeroteca do Teatro Piauiense]

às 20 horas
*no Theatro 4 de Setembro
Show de Lançamento de Músicas do Novo CD Yuri Raphael
Classificação Livre.

sábado, 28 de outubro de 2017

"O Mal amável"

"O mito de Pandora"
por maneco nascimento

As semelhanças, entre mito primordial e a realidade, esta que se nos possa apresentar, ao erguerem-se em coincidências, seriam para estudos, teorias, ciência em transversal de comportamento humano, arqueologia cultural, ou fruto de natureza humana ilustrada pela força do mito, do mito do eterno retorno (M. Eliade), arquétipos e inconsciente coletivo (Yung), ou apenas fruto de iniciação de mente criativa à justificativa da humanidade que vê além do lago de Narciso? Fico com a ciência em qualquer de suas acepção de recorte do reflexivo.

(reprodução web)

'Para perder o homem, Zeus ordenou a sue filho Hefesto que modelasse uma mulher ideal, fascinante, semelhante às deusas imortais (...) Por fim o mensageiro dos deuses concedeu-lhe o dom da palavra e chamou-a Pandora, porque são todos os habitantes do Olimpo que, com este presente, 'presenteiam' os homens com a desgraça! Satisfeito com a cilada que armara contra os mortais, o pai dos deuses enviou Hermes com o 'presente' a Epimeteu. este se esquecera da recomendação de Prometeu d jamais receber um presente de Zeus, se desejasse livrar os homens de uma catástrofe (... ) A raça humana vivia tranquila, ao abrigo do mal, da fadiga e das doenças, mas quando Pandora, por curiosidade feminina, abriu a jarra de larga tampa, que trouxera do Olimpo, como presente das núpcias a Epimeteu, dela evolaram todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens. Só a esperança permaneceu presa junto às bordas da jarra, porque Pandora recolocara rapidamente a tampa, por desígnio de Zeus, detentor da égide, que amontoa as nuvens. É assim, que, silenciosamente,  porque Zeus lhes negou o dom da palavra, as calamidades, dia e noite, visitam os mortais... Foi, pois, com Pandora que se inciou a degradação da humanidade (...)" (Hesíodo: Trabalhos e Dias/ mito das Cinco Idades IN Brandão, Junito de Sousa. Mitologia grega, vol. I. 21 ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.  440 p[ recorte das páginas 176 e 177])

Até aqui, desde século VIII a.C., Hesíodo posterizou-se à nossa contemporaneidade. Seu pai, natural de Cime, na Eólia, emigrou da Ásia Menor para a Beócia. Ali nasceu Hesíodo, na povoação de Ascra, junto ao monte Hélicon, consagrado a Apolo e às Musas. Aquele, o Poeta que iria reinventar/organizar a história dos deuses Olímpicos.

Dele a cultura ocidental herda, à posteridade, nosso contemporâneo, a Teogonia, poema de cunho didático, a estabelecimento da genealogia dos Imortais, deuses da mitologia grega e intercursos e um cunho que abriu horizontes à aproximação histórica, ciência do comportamento e as variantes de estudo e pesquisa sobre mentes e humanidade entre a epifania, cosmogonia e origem do mundo e mundo real aplicado a exemplos de dados colhidos de Poetas que posterizaram suas experiências de história e memórias orais reinventadas.

Na obra Trabalhos e Dias "(...) Mas Hesíodo não deseja que a justiça seja praticada apenas por Perses, mas também e sobretudo por aqueles que têm a função de aplicá-la. Estes, infelizmente, se deixam, não raro, subornar, a ponto de provocar a presença de Horco, o juramento, e de se ouvirem os clamores e os soluços da própria justiça:
De imediato o juramento se apresenta em perseguição
às sentenças torcidas, elevam-se os clamores da Justiça
sobre o caminho por onde a arrastam os reis comedores
de presentes, que fazem justiça à força de sentenças torcidas.
Ela os segue chorando sobre a cidade e às habitações dos homens, que a expulsaram e aplicaram sem critério. (Trab., 219-224) (...)" (Idem. pag. 190)
E mais declara o Poeta em Trabalhos e Dias:
"(...) Meditai sobre isto, reis comedores de presentes ,
sede justos em vossos julgamentos e renunciai
para sempre às sentenças torcidas. (Trab., 263-264)" (Idem. pag. 191)
E, por fim, também reitera:
"(...) É preciso que o povo pague pela loucura desses reis
que, com tristes desígnios, falsificam seus decretos
com fórmulas torcidas. (Trab., 260- 262)" (Idem. pag. 191)
Das lições de caráter poético-mítico aos dias de realidade brasis, que se nos apresentam a esse momento de gole, estratégias de permanência, "podres poderes" executados e preservados a qualquer custa e os desvios dos "reizinhos e deuses" com pés de barro do pântano da corrupção brasileira, estaríamos vivenciando uma ficção do mito do eterno retorno, ou em alguns teriam sido reanimados os arquétipos de reis que recebem uma lição de expiação da justiça ao coletivo em Hesíodo, sec. VIII a.C?

Bom, para lição de leitura e crítica, ficam as intertextualidades ao exercício de semântica crítico reflexiva acerca, especialmente, de nosso momento político brasileiro em que os poderes constituídos parecem alcateias e seus conjugados machos alpha mijando sobre a constituição e o povo brasileiro, este que, em algumas manifestações ainda transformam pulhas em mito[mito de amor voltado "a mal amável", clamam por ditadura e acreditam que toda a mídia "requentada" para lembrar Jards Macalé, está com a razão que vai conduzir ovelhinhas cordeiras em sacrifício aos deuses pagãos, violentos, corruptos e fulminadores de quem nada pode sobre o poder da barganha de justiça, poder, dez(ordem) e mando político aplicado.

Se há Pandora, ou algo, algum, alguéns arquetípicos de entornar a jarra de boca larga, há mal bem realizado ao que podemos abrir um comparativo a leituras livres, abertas e fora do juízo horizontalizado  das vênus platinadas que pautam a sociedade que consome a notícia pronta.

Se não há Pandora, bom. Há um mal que se assemelha à proteção de uns, em detrimento do coletivo. E isso é realidade, não é mito. Fora do maniqueísmo de margem estreita, há um obscuro orquestrado e, de caso pensado, definindo rumos nada naturais, do ponto de vista cartesiano, que forja um equilíbrio em avançada dinâmica de desequilíbrio a bens coletivos, e isto não é ficção, é fato, "só não vê, quem não tem nada a ver.", diria Zé Dantas, ator e sonoplasta da cidade.

Eu não tenho como devotar qualquer sentimento de fé e amor para "a Mal amável". Seja Pandora, ou Temer e os seus, não abro qualquer devoção que não seja de caráter cientifico de observação e crítica reflexiva.

E para todos os mesmos efeitos de posição: Fora Temer! Com ecos daqui ao tártaro mais profundo, submundo de Hades.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"O Todo em 50"

- João Cláudio Moreno Conta e Canta Caetano -
por maneco nascimento

Ninguém segue João Cláudio Moreno impunemente. E, nem sai de suas atuações, sejam humor, música show e outras ousadias artísticas, insatisfeito. Ele, o ator, cantor, performer humor man, jornalista, intelectual que não perde a informação, memorialista e guardião de origens, tradição e rupturas à feita de picardias inteligentes, sabe do sabor traçado de bem entreter.


Pois é dessa cepa de humor e talento aplicáveis a muito bons resultados que deu-se o Show "João Cláudio Moreno Conta e Canta Caetano", na marca de agenda em temporada de final de semana [23 e 24 de setembro], sábado 20h, e domingo, 19 horas, últimos, no Theatro 4 de Setembro.

Fez a cidade rir-se, divertir-se e melhorar a pele e guardar uma boa memória de quem ousa, mas com toda classe de "know-how" e expressão t r a b a l h a d o s!

Quem marcou presença na plateia do cinquentão João Cláudio, sabe do que se está falando. Como define João Vasconcelos, é "o Todo em 50".

Espetáculo de 50 minutos recheado de bom humor, informações, histórias e  memórias, transversal do tempo entre a arte do ator/intérprete/criador de tipos e a arte do artista homenageado[Caetano Veloso] que, por vezes, a liberdade criativa intercursiona e "confunde" quem é quem no momento da boa piada e/ou na quebra do protocolo, entre a arte do artista e seu tipo de ser e fazer as vezes da grande arte no simples.

"Espetáculo  maravilhoso!", aponta Vasconcelos sobre o enredo do show. Um passeio pelas letras e composições de Caetano, inclusive "clareando algumas letras e suas histórias de construção das canções", diz o diretor do Theatro 4 de Setembro.

A música "Leãozinho" esteve entre as pautas de histórias das composições do baiano, bem como um "affair" que envolvesse Caetano e Cazuza no universo de compositores e composição que vira canção.

Também abriu, o artista e seu show, homenagem a Luiz Melodia. Alegou que não tinha voz para cantar o compositor carioca, seu grande ídolo. Declarou João Cláudio que Melodia seria o artista mais completo e uma das vozes mais lindas para ele. Para homenagear o grande compositor Melodia, João Cláudio resolveu cantá-lo, na voz de Caetano. Um duplo de atuação, Luiz através de Caetano, por João.

Das histórias que perpassam o Show e canções que contam e cantam Caetano, há a que enreda as viagens que João fez à África, onde observou que as pessoas falam cantando. As narrativas de falas cantadas africanas ganham um sabor super risível nas versões de picardiass eficientes joãoclaudianas.

Dois bons momentos que "fogem", algum pouco, do roteiro de Contar e Cantar Caetano, Luiz Melodia e as viagens à África.

E, por fim, as histórias mais reais, ainda, de quem perde o amigo, mas nunca abre mão da piada. As tiradas de letras inadequadas, contadas por João, com um pedido de desculpas antes, às travessias de Iara[mulher do Dantas] no meio artístico.

Tudo dito de forma tão risível, que é de gerar um só riso na paisagem da janela do intrincado mundo de pequenas (in)delicadezas e inconfidências de detalhes sólidos que se desfazem no ar do riso coletivizado.

"João Cláudio Conta e Canta Caetano", na esteira do deus Ex-machine do riso inconfundível, seria entre suas pérolas do show biz, uma de suas melhores atuações.

Marca em cena dramática, na semântica do bom viver, sem afrancesamento, um João[Caetano] deitado na rede esplêndida a esticar a dialética da "Ladeira da Preguiça", sem precisar trazer - cantado - um outro baiano de mesma geração de Caetano e também doce e bárbaro da MPB.

Um impagável João Cláudio Moreno e um show a perder de vista de tão bom resultado ao reunir, ainda, uma geração de novos piauienses e excelentes músicos (Bruno Morenoh, Júlio César Ô Preto, Lívio Nascimento, Luciano Santos [direção musical] e
Paulo Dantas) que acompanham o ator/humorista/cantor e desvelam música, na mesma sintonia de atuação, sinergia melódica de arte e artistas revelados.

Parabéns a João Cláudio e sua trupe que, para ficar em Doces Bárbaros, numa paráfrase de sucesso de Gal Costa, década de 80, engrupem um som ao humor de mais requintado efeito à recepção e interação estética às memórias musicais da Canção Brasileira, em intertextuais na arte do riso e da contação das histórias da vida de artistas.

É Show para vender o Peixe, desses que passem bem longe do "peixe" da ditadura brasileira, pois é de toda liberdade.

Evoé, Arte bossa nossa!

fotos/imagem: (divulgação//\\socorro nascimento)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

#Theatro4deSetembro123!

#aniversárioTheatro!
por maneco nascimento

Começaram as ações de aniversário do Theatro 4 de Setembro, desde dia 29 de setembro, em antecipação aos festejos da Casa de espetáculos que segue aos seus bem vividos 123 anos.

As Oficinas Cênicas deram seu ar da graça. Iniciadas com Jussara Belchior (29, 30 e 31 agosto/Oficina Dança Contemporânea). Valdemar Santos, com a Oficina "Corpo em Pontos de Vista - Dança Afro", dia 30 e 31 de agosto e, segue até 01 de setembro. E dias 03 e 04 de setembro, na muvuca dos festejos #aniversárioTheatro4deSetembro123anos, será a vez de Alexandre Vargas [Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos” ]

As Oficinas ofertadas com [inscrições gratuitas] dão impulso aos festejos de aniversário do Theatro 4 de Setembro 123 Anos. Praticam Diálogos Indispensáveis e Encontros Necessários da comunidade artística com  seu fazer cultural em dialogismo com a Práxis Cênica.

Na sequência das Oficinas chega uma revoada de espetáculos à toda plateia. Dança, Teatro, Música, Show biz Trans, Musicais, Circo, Formas animadas, Teatro de Rua e Circo [de 31 a 04 de setembro], nos diversos espaços do Complexo Cultural.

As Oficinas Cênicas, semana adentro,  29, 30 e 31 agosto, na Sala “Procópio Ferreira” (Theatro 4 de Setembro), das 9h às 12 horas, “Dança Contemporânea”, ministrada pela bailarina,coreógrafa e intérprete criadora, Jussara Belchior, da Cena 11 Cia de Dança, de Florianópolis SC. A prática para 20 postulantes à prática.
30 e 31 de agosto e 01 de setembro, o coreógrafo, bailarino e intérprete criador, Valdemar Santos, que amplia seu diálogo de Corpo falante, na Sala "Procópio Ferreira", das 14h às 17 horas, para 30 pessoas. A Oficina “Corpo em Pontos de Vista – Dança Afro”. Valdemar Santos é natural de Amarante, no interior sul do Piauí e reside atualmente em Brasília DF.
A terceira prática, dos dias 03 e 04 de setembro, no Teatro “Torquato Neto” [Club dos Diários], é a Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos”  facilitada pelo ator, diretor de teatro e articulador cultural em produção executiva de Festivais, Alexandre Vargas, de Porto Alegre RS. A Coordenação dessa terceira Oficina é do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes. 
O encontro será das 9h30 às 13h, com um Intervalo 15 minutos, às 11h, para um cafezinho, e retorno à finalização do dia de construção dos serviços. O encontro deve repercutir novas estratégias de ação e melhor empreendedorismo na elaboração de Projetos culturais. A Oficina/Curso “Elaboração, Planejamento e Gestão de Projetos” esgotou inscrições em 120 participantes.

O primeiro espetáculo que instala os festejos de aniversário do Theatro é "Peso Bruto", solo criado e interpretado por Jussara Belchior (Florinópolis SC). A artista fará duas apresentações na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" do Club dos Diários, dias 31 de agosto e 01 de setembro. 
Dia 31 de agosto a apresentação de "Peso Bruto" será às 19 horas e, no dia 01 de setembro ,o espetáculo será visto às 20h30. O acesso às apresentações será 1kg de alimento, mas o público que não trouxer o alimento não ficará de fora. 
Toda a programação de aniversário realizada será para receber seu público, logo a participação da plateia será honra da Casa, pois Convidada indispensável. Os alimentos arrecadados na troca por ingressos serão definidos a 04 (quatro) instituições beneficentes da cidade de Teresina.

O espetáculo Peso Bruto é o trabalho solo da bailarina gorda Jussara Belchior que parte do estranhamento causado pelo corpo gordo na dança. É uma dança de resistência que questiona os padrões de beleza e comportamento na tensão entre formato e embalagem, aparência e conteúdo. 

Uma dança que explora a materialidade do próprio corpo como caminho de empoderamento, que questiona as noções da gorda como subjetividade que opera um corpo errado, inadequado, não permitido, não belo e não desejável. Uma dança que articula diálogos entre o peso, o desejo, o apetite e a beleza, colocando em contraposição o controle e a brutalidade.

Na Ficha Técnica de "Peso Bruto", a Criação, produção e dança, Jussara Belchior; Interlocução de Soraya Portela; Dramaturgia, Anderson do Carmo; Trilha Sonora, Dimitri Camorlinga; Figurino, Joana Kretzer Brandenburg; Iluminação e Designe Gráfico, Marcos Klann; Fotografia, Cassiana dos Reis Lopes. A duração do espetáculo é de 35 minutos e a Classificação é para 16 anos.

Serviço:
*Oficinas Cênicas - dias 29, 30, 31 ago./01, 03 e 04 de setembro.
Sala "Procópio Ferreira"/Teatro "Torquato Neto"
estreia *Espetáculo "Peso Bruto"
dias: 31 agosto - 19h//\\01 de setembro - 20h30
na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" [Club diários]
35 min.//\\classificação: 16 anos

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"Noite Nua de Estrelas"

a vida em xeque
por maneco nascimento 

O assunto, ainda envolto de tabu, quase intransponível, entra em cartaz para discutir temática arisca. 
O Espetáculo aborda temática do suicídio e, vem dizer que a vida tem dinâmicas de sobrevivência e é contínuo refletir, discutir e abrir diálogos, porque esta saída ainda pode ser a melhor solução para construir, através da cena dramática, a espinhosa tarefa de quebrar esse mito do silêncio que envolve vidas e decisões de encurtar vidas.

"Noite Nua de Estrelas", estreia no próximo sábado (19), durante o Festival Integrado de Teatro da Unirio [FITU 2017], no Rio de Janeiro, e traz ao palco de decisões e práxis dramáticas de atuação e método o ator piauiense Dan Martins.

A peça narra uma noite na vida de Caíque, um jovem sufocado pelos seus mais profundos sentimentos, após ter sua intimidade exposta nas redes sociais. Preso a uma rede de mentiras, o protagonista do enredo vive as dores e consequências dos seus desejos mais secretos tornados "efeméride" na evasão da privacidade. 
Através do corpo expressionista, o ator Dan Martins entrega-se, sem amarras, ao processo investigativo para vivenciar seu primeiro Solo teatral. A direção do espetáculo é de Diomar Nascimento.

O texto foi construído em 2014, quando Dan Martins propôs ao dramaturgo Vitorino Rodrigues que escrevesse um texto sobre o universo dos suicidas e da relação com a cultura digital. Rodrigues estruturou sua escrita em conexão com a realidade cruel dos desejos suicidas e a poesia de uma relação homoafetiva proibida. 
"Noite Nua de Estrelas traz uma relação insólita do homem com o seu espelho. Caíque é daquelas pessoas que se tremem de medo do escuro, do tipo, 'Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas’. Talvez porque seja na escuridão total que nossos medos, nossos sentimentos mais secretos que a gente teima em esconder, se revelem de forma concreta e assustadora, sem amarras e sem possibilidades de fuga”, afiança o dramaturgo Vitorino Rodrigues.

A montagem é do Coletivo (In)Comum, grupo que propõe um olhar sobre o universo suicida, transitando entre o sentido da vida e os transtornos mentais sociodemográficos. Baseado no Teatro Físico, na Biomecânica de Meyerhold e galgado nas manifestações culturais afro-brasileiras, o Solo provoca discussões sobre temas universais como amor, sexualidade e intolerância.

[No Piauí, o índice de mortes por grupo de 100 mil habitantes chega a 7,6. No Nordeste, essa taxa é de 4,3 casos. O número de óbitos entre os homens piauienses é mais de quatro vezes maior do que entre as mulheres: 13,1 para cada 100 mil habitantes contra a taxa de 3,7 de mulheres.

Assunto mantido entre quatro paredes para tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil. De acordo com dados do Mapa da Violência 2017, um estudo publicado pelo Ministério da Saúde, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - um aumento de quase 10%.]

Compõem o espetáculo, na ficha técnica, a atuação de Dan Martins. Direção: Diomar Nascimento; Dramaturgismo, Wellington Júnior; Iluminação, Leandro Braga; Figurino, Léa Schmitt; 
Caracterização, Lucas de Oliveira; Trilha Original, Chico Rota; Música, Léo Bruno; Participação em Of (Vídeo), Ana Kailani Guimarães e Felipe Côrtes.


O Grupo:

O Coletivo (In)Comum é um grupo teatral formado por alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio, dos Cursos de Atuação Cênica e Teoria e Estética do Teatro. O grupo surgiu em 2016, e desenvolve pesquisa voltada para a dramaturgia contemporânea realizada na região Nordeste. É formado pelos nordestinos Dan Martins (PI), Leandro Braga (CE), Diomar Nascimento (BA), e Wellington Júnior (PE). Conta, ainda, com a colaboração de Darlon Silva, Luiza Loroza e Matheus Neves.

*Diomar Nascimento - aluno de graduação em Atuação Cênica da Unirio. Bacharel e licenciado em Educação Física pela UNIP – SP. Formado em Teatro pela Recriarte. Ator, bailarino, diretor, cantor. Viajou pela Europa e África onde está desenvolvendo sua pesquisa de investigação da construção do trabalho corporal do negro e sua ancestralidade.

*Dan Martins - estudante de Atuação Cênica na Unirio. Técnico em Arte Dramática pela Escola Técnica Estadual de Teatro "Professor José Gomes Campos", no Piauí. Ator, diretor de teatro, produtor cultural. É fundador e diretor do Grupo de Teatro Buriti, além de idealizador e coordenador geral da Mostra Buriti de Teatro. Atuou em diversos espetáculos, filmes, e assinou o roteiro e direção do Documentário Buriti Grande [de João a 5ª geração].


*Vitorino Rodrigues - licenciado em letras Português e Inglês pela Universidade Federal do Piauí e especialista em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Piauí. Professor de Língua Portuguesa concursado pela Prefeitura de Teresina, desde 1998, e pelo Governo do Estado do Maranhão, na cidade de Timon, desde 2004. Ator, produtor cultural, poeta e dramaturgo. 

Serviço:
Estreia espetáculo "Noite Nua de Estrelas" | Na programação do FITU - Festival Integrado de Teatro da Unirio 2017 | 5ª Edição
Dia 19 de agosto, às 14h
Na Sala Roberto de Cleto, 6° andar do CLA – Centro de Letras e Artes – Unirio | Av. Pasteur, 436, Fundos, Urca – Rio de Janeiro – RJ.

fotos/imagem: (acervo "Noite Nua de Estrelas"/divulgação)

Mostra Monólogos

Resultados Dramaturgia
por maneco nascimento

Nesta terça, 15, no Teatro "Torquato Neto" acontece a estreia de dois espetáculos Solo, como resultados de Oficina de Dramaturgia//\\Textos Teatrais//\\Pequenos Textos//\\Linguagem Monólogos//\\Teatro Novos Autores//\\Nova Dramaturgia Piauiense.

A Oficina de Textos Teatrais, na edição Monólogos, é construída a partir da facilitação da dramaturga Isis Baião e que, dessa feita, já emplaca o terceiro ano seguido de diálogos interagidos com a comunidade, a partir do apoio logístico institucional do Governo do Estado/Secretaria de Estado de Cultura do Piauí - SeCult.

Hoje, 15 de agosto, às 19 horas tem Teatro Sim! 
"Mostra Monólogos". 
Reiterando a nota: Estreia de Resultados da Oficina de Textos Teatrais - Pequenos Textos [ Monólogos ], com duas atrações em exercício do ator/atriz e método.

"Madame Espinho Solar na Rota da Lava Prato 
Mostra de Monólogos"
I. "O Amanhã, Palavra de Cartomante"
de Angely Costa e Hugo Lenes Menezes
II. "Assim Falou Odel Brecha"
de Larissa Gonzalez,
com Lúci Teixeira.

Os dois resultados, em cena, recebem assinatura, na direção, de Jesus Viana.










(jesus viana/acervo particular)

E a coordenação geral é de Isis Baião. 










(isis baião/acervo particular)

O Mostra Monólogos tem Entrada é F r a n c a !

Ainda na noite, além da Mostra de Monólogos, haverá também a Entrega de Certificados aos participantes da Oficina.

Serviço:
Mostra de Monólogos
15 agosto
19 horas
Teatro "Torquato Neto" [Club Diários]
Entrada FRANCA!
classificação: 14 anos

fotos/imagem: (divulgação)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

"Elvis Não Morreu!"

Ele está de volta
por maneco nascimento
Elvis  é tema de Espetáculo Musical com estreia para os dias 09 e 10 de agosto (quarta e quinta feira), às 19h30, no Theatro 4 de Setembro. 

As canções do ídolo, do Rei do Rock'n Roll ao pop, country rock, rockabilly, rock and roll, gospel, R&B e blues rock, desse pop art americano no Musical "Elvis Presley Forever".

A Voz, o mito, a canção na voz mais vibrante do mundo às batidas frenéticas e melódicos sincréticas dos anos que marcam a carreira e encontro dos fãs ao redor do mundo com Aquele que seria inigualável como intérprete, performance, beleza e carisma de atração a toda a gente que viveu para ouvi-lo cantar.

Cantor, músico, ator e compositor terá suas memórias de canções repercutidas no palco e na cena musical de Teresina.

"Elvis Presley Forever" é escola prática do Curso de Música e é comandado professor do departamento, o maestro e diretor musical e artístico do espetáculo, Cássio Martins. 

As gerações atraídas, milhares  de fãs de diversas idades mundo afora marcaram em suas memórias Elvis Presley. 

E, num "revive memories", os clássicos do intérprete poderão ser revividos no Musical "Elvis Presley Forever", um tributo ao cantor e compositor entre um dos mais badalados, amados e festejados em muitas partes do planeta. 

O espetáculo é uma ação de extensão da Universidade Federal do Piauí, do Centro de Ciências das Educação, Curso de Música e do Projeto Cultura no Campus que, para essa empreitada musical encontra parceria do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de cultura do Piauí - SeCult.  
"Elvis Presley Forever" tem uma hora de duração e compõe com os instrumentais, dois teclados, uma guitarra, um violão, baixo elétrico, bateria e um quinteto de cordas executadas por estudantes e pelo diretor musical e artístico do espetáculo, Cássio Martins. 

O Musical conta "a estória de um músico sonhador que entra para um curso de música em uma Universidade, e ali resolve montar uma Banda. e ele começa, então, a desenvolver suas próprias composições, que começam a fazer sucesso e inquietações também em outras Bandas", declara Cássio Martins. 

A personagem principal chama-se João e, com seus amigos, vivencia a descoberta do universo acadêmico e as discussões atuais e transforma em novas ideias e pensamento e ação.

No repertório trazido à cena, canções inesquecíveis como "Love me Tender", "Silvia" e releituras de outros artistas da geração 60, com arranjos e execução realizadas por estudantes do Curso de Música da UFPI. 

A equipe técnica se afina na organização e desenho de figurino da professora Núbia de Andrade Viana, a partir da pesquisa de Ana Raquel de Melo R. Benício, Camila Maria C. S. Oliveira e Gleiciane dos Santos Silva, para a execução de Mayra Camila A. Amorim.

A entrada será 1kg de alimento não perecível. 
A troca de alimentos por ingressos pode ser feita na bilheteria do Theatro 4 de Setembro. Todo o arrecadado será destinado a Instituições sociais Filantrópicas.

Serviço:
"Elvis Presley Forever"
dias 09 e 10 de agosto
às 19h30
no Theatro 4 de Setembro.
Ingresso: 1kg de alimento não perecível
Informações: 3222 7100 (Theatro)/ 9.9951 6887 (Prof. Cássio).

fotos/imagem: (acervo "Elvis Presley Forever"/ wikipedia)