quinta-feira, 27 de abril de 2017

A Casa de Odilon

o Museu do Piauí
por maneco nascimento

O Equipamento cultural e patrimônio arquitetônico edificado já foi residência particular, Tribunal de Justiça e, por fim, transformou-se em Casa de guardar e abrir margem às visitas que se interessem por intangibilidades e pelas fontes imateriais das memórias materializadas, através de recolhos da construção social piauiense e, quiçá, traço da memória nacional aqui resguardada.

Sua excelência o Museu do Piauí - Casa de Odilon Nunes, surgiu a partir de uma sessão do Arquivo Público (Casa Anísio Brito) que, posteriormente, em 1980, obteve sede própria a acervos no casarão de traços neoclássicos, plantado logo ali na Praça Marechal Deodoro da Fonseca (antiga Praça da Constituição) e, popularmente, Praça da Bandeira.

O Museu do Piauí, em sua atual e permanente morada, abriga memórias patrimoniais históricas e culturais piauienses.

Um acervo eclético, com aproximadamente sete mil peças, integrado por artefatos pré-históricos, como peixes e troncos fossilizados, louças da Companhia das Índias, porcelanas chinesas e inglesas, mobiliário, entre outros artefatos curiosos memoriais de séculos anteriores e alhures... Ah! a famosa tela de “Dom Pedro II”, de Victor Meirelles, também está lá, suntuosa.


Entre os modernos, piauienses de projeção nacional, Afrânio Castelo Branco, Liz Medeiros, Nonato Oliveira, Gabriel Archanjo, Hostyano Machado, Amaral, Dalva Santana, Josefina Gonçalves, Dora Parentes, Victor Meirelles de Lima, et al, marcam assinatura expositiva na Casa de Odilon Nunes. 
Após pouco mais de trinta anos (1980 é o ano de contagem) a Casa sofreu grande intervenção e foi reaberta à comunidade de dia 02 de março de 2017. 
Climatizado e com peças reorientadas à adequação, suportes apropriados e espacialização melhor apropriadas, iluminação, a partir de estudos e pesquisas realizados pelo Departamento de Artes e Música da Ufpi, sob a orientação do arquiteto responsável pelo projeto Paulo Vasconcelos.
E, como a vida segue bem, na Semana dos Povos Indígenas (de 18 a 20 de abril), uma programação deixou + uma vez a marca da ideia que começou com comemorações ao Dia do Índio, para receber escolas, visitantes e abrir diálogos sobre o tema. 
A ideia  ampliou os diálogos e, neste abril, três dias deixaram o Museu muito + ativo, interativo e integrado à comunidade visitante, escolar, academia, ciência, artistas e comunidades indígenas que integraram, discutiram e revalorizaram a data e a história e etnia de nossos irmãos comuns, os índios.
Nas ações, recital musical Orquestra de Flautas Música Para Todos; Lançamento do "´Africa Brasil 2017", performance de dança temática; Mesa Redonda (Empoderamento dos povos indígenas: Direito, cultura, Identidade e Memória), com falas de instituições e instituídos ao assunto; Exposição Coletiva com artistas visuais da cidade e do estado (Gabriel Archanjo, Aretusa Bispo, Rogério Narciso, Portelada, Jota A., Aliã Wamiri, Amaral, Dora Parente); Oficina de tramas\confecção utensílios indígenas; Cine Museu: Visitas mediadas.
Para Dora Medeiros, diretora do Museu, a Casa ganhou nova vida, mais espaço de acomodação e exposição de obras que, seguramente, muito mais ambientado para receber o público natural de visitações contumazes.  
Nova Casa, melhor equipada à velha Casa. Novos desafios de permanência e preservação do conquistado. 
O  charmoso casarão está de portas abertas, bem ali no furdunço do centrão e burburinhos moto contínuos do velho centro da cidade, no perímetro da Praça da Bandeira, Mercando Central (Velho) e feiras livres e pregoeiros religiosos, Luxor Piaui Hotel, Igreja do Amparo (Matriz), prédio do Ministério da Fazenda, Casa Anísio Brito, Banco do Nordeste do Brasil, Palácio da Cidadania, Prefeitura de Teresina e Afins, Secretaria de Estado de Cultura - SeCult, Comepi, Shopping da Cidade, Avenida  Maranhão e rio Parnaíba (Velho Monge), separando o Piauí do Maranhão, como diria o Torquato.
Visite o Museu do Piauí. A Casa de Odilon Nunes é sua, é nossa, é Templo de memórias e histórias a serem espiadas.

***Histórico
Em 1934, por iniciativa do professor Anísio Brito, foi criada uma sessão do Museu do Piauí no Arquivo Público. No entanto, o museu só seria fundado em 1941, e só em dezembro de 1980 ganharia o Palácio da Praça da Bandeira como sede própria, na gestão do então secretário da Cultura, Wilson Brandão.
O Museu do Piauí possui um acervo eclético, com aproximadamente sete mil peças. Integram este acervo artefatos pré-históricos, como peixes e troncos fossilizados, louças da Companhia das Índias, porcelanas chinesas e inglesas, mobiliário e quadros do século XIX, como a famosa tela de “Dom Pedro II” de Victor Meirelles, além de obras de arte contemporânea de renomados artistas piauienses como Gabriel Archanjo e Dora Parentes, dentre outros.
Também são encontrados no acervo do museu: cédulas, moedas, medalhas, indumentárias da guarda nacional, machados primitivos, urna funerária, arcos, flechas, artesanato piauiense, entre outras peças de relevância cultural. (fonte: Marco Vilarinho)
 fotos\imagem: (Assis Fernandes\O DIA)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Memórias pinceladas

cultura pictórica
por maneco nascimento

Ele é Devaldino Portelada. Quando lida com tintas, pincéis e traços muito particulares e expressivos, então ele assina só Portelada, como é + conhecido por nós, por outros, por muitos outros também.

Desde o dia 03 de abril e segue até 03 de maio, Portelada  está com Exposição, à visitação pública, na Casa de Cultura de Teresina. 

"Regionalíssima" é como se se pode acionar as memórias rurais e a simplicidade complexa que regionaliza nas memórias pictóricas que deixa aos curiosos, amantes, aficcionados e recepção livre que concorra em dar uma olhada na assinatura e olhar do artista plástico, ou visual, como queiram.

Sua obra já viajou Brasil adentro e fronteiras afora, aonde levou sua pintura e arte representativa. 

Traços geométricos e cores quentes transversalizam temas populares de festas, lavor, religião, paisagem, cotidianos domésticos, alegria, leveza em retratar arte cubista brasileira que por aqui faz vida, através do simples e imagético que repercutem terra, chão, origem, cidades invisíveis,  visibilizadas pelos pincéis ao recorte de imaterialidades intrínsecas da natureza e cultura nossa e da construção social brasileira. 

A experiência artística pictoriza intertextual de cores que poderiam dialogar com Volpi (na alegria das bandeirinhas tremulando festejos e casarios), Nonato Oliveira (cores vivas e quentes que marcam urbano e outros temas nonatianos), Picasso (às formas geométricas e cores que reinventam-se em Picasso) e Portelada (ele por ele mesmo), quando se faz arte criador e criatura expressionista de seu memorial e imaginário popular vivaz.
O vaqueiro campeando; as mulheres rendeiras em seus bilros do tempo de tecer vidas, as festas de terreiro e feiras, violeiros, o corte da banana e da cana de açúcar, as quebradeiras de coco, reisados e procissões, entre outras variações memoriais rurais, de interação imediata com quem não perdeu as próprias vivências do sertão mundo adentro.

Ainda dá tempo de dar uma espiada. "Regionalíssima", até dia 03 de maio, na Casa da Cultura de Teresina (Casa do Barão), na Praça  Saraiva, centro.
Recomendável à imersão em valores que parecem ter perdido espaço na vida urbana que tomou conta de nosotros. 

Vale à pena conferir a Exposição. 
É "Regionalissima". 
É Portelada. 
É ouro de casa!

Serviço:
visitação - de segunda a sexta, das 8h às 18h
sábado - 08 às 12h
telefone: 3215 7849

fotos\imagem: (cidadeverde.com\divulgação)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Maria...

parda ao Lusitano
por maneco nascimento

Jesus Viana, ator profissional com DRT/MTE e associado ao SATED-PI, sindicato que sinaliza entidade de classe das cênicas, em Teresina, fez estreia de + uma ação de seu teatro para nossa cidade que não tem + fim.

Na noite do dia 04 de abril, foram abertas as fronteiras do Projeto Terças da Casa - Terça Teatro para receber exercício Solo do artista e pedagogo e, se nos aproximar do teatro medievo de genial lusitano Gil Vicente.

Às 19 horas, o Theatro 4 de Setembro cumpriu ritual de receber o artista e dar-lhe vez e voz de sua arte e cultura em cena. O Terças da Casa + Jesus Viana + "O Pranto de Maria Parda", com direção de Rosa Costa.

A dramaturgia de palco optou por semi-arena, na quebra da quarta, quinta e sexta paredes que quisessem prender ator e método, público e curiosidade de colegas de teatro. O ar estava para respirações conjuntas e regurgitos interativos do intérprete a seu público.

Diálogo direto-indireto marcou a espacialidade da personagem Maria Parda, à pele de Viana, e deu margem para "conluio"ou não, com a trama inspirada pelo Viana e sua diretora de cena.

A densidade da atuação marcou equilíbrio horizontalizado e, em alguns aspectos, com cardiograma sem pulsos + ardentes e inflexivos de sangue venoso, que rompessem veias e artérias de carga dramática à fuga do conforto do teatro tradicional e de pouca ousadia, em decaída do lugar comum.

Imergiu, Jesus Viana, na obra de Gil Vicente, dramaturgo português (o nosso Pierre Corneille [pai da tragédia clássica francesa], caso às tragédias, ou o Jean-Baptiste Poquelin, o conhecido Molière [pai da comédia francesa].

Gil + para caso de risos, já que Vicente incursionou bem pela crítica de costumes e ironias e farsesco  de carpintaria do humor e histrionismo. Mas, não refutou as tragédias, já que consta em seu repertório criador atos trágicos também

O olhar de Viana e Rosa fincou-se na saga tragicômica de Maria Parda. Em "O Pranto de Maria Parda", Jesus se instala no passeio que o lança a cumprir as memórias e personagens saltadas da lembrança dramática da personagem gilvicentiana, enquanto andeja e amarga entre andrajos, pedintismo e sobrevivência à própria sorte.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"Parla"

fala patões!
maneco nascimento

[Do latim pactu -, {{acordo}}, pelo italiano patto, {{quite}}, pelo francês pat, {{idem}}]
fonte: (www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/Patões)

O Giratório sesc nacional girou por Teresina e, na tarde do dia 11 de abril, abriu as porteiras ao riso, entretenimento e lúdicos circenses transportados pela caravana da companhia paulista do riso, Parlapatões. 

Com a agenda para as 15 horas, no Theatro 4 de Setembro, trouxe o Espetáculo de Repertório Parlapatões Clássicos do Circo, na pérola "Os Mequetrefes".

Uma companhia com um quarto de século, não poderia não ter um salto de gato manhoso, voo de colibri audacioso, ou passos de neandhertal sapiens sapiens sapiens das ironias e do humor afiado aos sketchs e dramas de picadeiros, que suprassumam o poder mágico e delicado brechtniano de bem fazer rir às gagues do rei do picadeiro, sua excelência O Palhaço parlapatões.

Quatro atores, quatro Dias, em um dia caído na tarde, para cumprimento do rito anarquista e ritual da alegria facilitada para a boa risada, ao cooptar a gargalhada e atrair nubentes, infantes, jovens e adultos que acorreram à agenda da tarde de 11 de abril, à pauta parlapatanense de "acordo" tácito de lançar e recepcionar boas respostas do jogo que, "quites", artista e plateia, quando soa a verdade do teatro do humor.

A cenografia, duas escadas pirâmide que transformam-se em tudo que a imaginação possa acionar ao ato atomizado. Quarto com beliches; navio, carro, ônibus, um mundo de descobertas transformadas ao mágico imagético e o lúdico risível de quem aprendeu a apreender o construtivismo cênico das ações de palhaçarias e ótima persuasão de dinamizador e método de atrair público.

Compõem ainda, na contrarregragem do espetáculo, dois "tambores" (latões grandes) e dois latões (médios), que viram pequenos e grandes "chefes" do serviço público; abajus, cordas e outros pequenas "artes" de emendar e coser bem o enredo e narrativas que levam os Palhaços do sono, passando pelo "real" e fantasias, aos cotidianos de trabalhos e magias de fuga da realidade que quer devorar a história contada. Tudo em cumplicidade de carpintaria, acertos de ciência e sensibilidade artísticas e devoção ao teatro nosso de cada ato.

Difícil não envolver-se com essa ação dos quatro ases de bem fazer rir. Cada um no seu melhor de ser maior, sem perder o foco de serem sempre os melhores em o que melhor sabem fazer, cumprirem o grande teatro de gigantes na cena.

E, 25 anos não são vinte e cinco horas trabalhadas, mas algumas dezenas de horas multiplicadas por duas décadas e meia de teatralização e histrionismos experimentados. Show de parlapatanices à toda prova.

Quem perdeu essa primeira entrada do Giratório Sesc nacional, neste abril de fins de chuvas de verão, não marcou, na própria agenda de espectador, os 20 anos contados do Projeto Giratório sesc nacional, que aqui veio festejar suas duas décadas de defesa da arte circular, abrindo a temporada 2017, no 4 de Setembro, às 15 horas, a público de infantes e quem + correu à plateia da Casa de espetáculos.

Quem não viu, não riu, nem guardou essa boa memória do teatro nacional que responde pelo nome de Parlapatões e seu "Os Mequetrefes". Vai ter que se contentar com a próxima agenda do Projeto que chegar ao palco do Theatro 4 de Setembro.

Essa última, já foi. E foi ótima!

fotos/imagem: (divulgação)

terça-feira, 11 de abril de 2017

"a leste do paraíso"

a vida é + rica
por maneco nascimento

Caboverdiana de São Vicente, daquelas que dizem, os sopros de fadas, nasceu para entabular ideias e escritas e fabular narrativas, fora do universo do lúdico, fantástico, mágico e enleador das inocências em processo de perda da infância.

Centra pena na realidade e, sob licenças poéticas e um quase recorte de diário, vai enredando leitores e deixando uma doce e suave alegria às escritas e memórias verossimilhantes às expensas do bom hábito de leitura e escrita a seus interlocutores, ou melhor leitores.

De linguagem leve, português de coloquial rebuscado e um descritivo inteligente Eileen Almeida Barbosa, traz um cabedal de histórias bem humoradas, ora carregada de discurso feminino livre e eficientizado, ora um discurso masculino à posse da domínio feminino do eu prosaico-poético. Textos de contos e crónicas eficazes. De certa desenvoltura pragmática para conluir à coesão e coerência dinâmicas aos olhos do degustador de narrativas.

Histórias de memórias criadas ao repertório da autora/personagem escritora que germina metalinguagem na aplicação da deliberada actuação de escrever e prender a recepção.

Enredos que beiram ao sexual, sexual sem apelos e, por vezes, linguagem que desliza pelo realismo de escola brasileira, mas toda a construção da prosa amalgama liberdade de correr por correntes, sem perder o porto do textual moderno aos melhores contextos de escrevinhador.

Humor, alegria, felicidade na escrita e um criativo novelo de ariadne a percorrer labirintos que não se perdem do fio da meada, nem descambam no lugar comum, embora as histórias possam parecer simplistas, ganham pelo + simples, + próximo da verdade do artista e + dentro da aldeia (para não esquecer Gaudi).

As histórias enlevam olhos, o roubo dos roubos dos dois Renoir (um luxo de humor direto e prático de contar); os prostitutos (olhar masculino sob tutela do feminino discreto e factual); as fantasias "masculinas" de empoderamento feminino... e as memórias de verão, os primos, os revives; os romanceados distanciados, mas com viés romântico século 19; a linguagem "vulgarmente" limpa; a negação da negação da verdade; a verdade das mentiras nas mentiras da verdade, tudo tratado de forma que muito prazer deixa à leitura.

Linguagem de lírica moderna, sem pruridos de prisão à estética, mas só detenção na melhor técnica e apurado de licenciamentos que deixam os diálogos, construções frasais e períodos directos e detalhados ao fecho das oralizações contadas. Um léxico de matriz portuguesa afinizado e hibrido da língua-mãe de origem da autora, em consonância com o dinâmico de apropriação linguística natural de novos significados e significantes beletrista.

Metáforas poéticas, "a leste do paraíso"; "Vi-o passar à minha porta como uma idosa vê passar os Outonos"; "Escreverei palavras suando lágrimas dolorosas como facas empunhadas por mãos amigas...";  e os pragmáticos da realidade que se nos circunda "Parece que é sempre o silêncio o último a tomar posse das coisas. E dos mortos."

Um quase auto incensório, "(...) já teria cantado, da minha pena, poemas para milhentas canções de amor..."; "Se ao menos me tivesses dito desde o início que eras uma poetisa, eu teria sabido lidar melhor contigo (...) Só podias mesmo ser poetisa!".

Mas há também reflexões, como acerca de pedofilia, assédio disfarçado, tratados em tons mais sérios e, outros temas que vêm + em escala humorada, ou de liberdade de escolha e aceitação, como a passagem do namorado italiano, fantasias de Romeu e Julieta, amores negados...

Ou leituras que intertextualizam, indiretamente, com as narrativas, a ver Shakespeare, já citado; Robson Crusoé, ou outros ilhados; Garcia Lorca (A Casa de Bernarda Alba) ou Nelson Rodrigues (A Falecida), ou sentimentos emparedados, simplesmente, à guisa da auto negada, em "Esqueçam-me" e, ainda, como ser empoderada para devolver perfídia, em regurgito do tempo de esperas do tempo de redenção da paixão.

Humorados de crónicas jornalisticas, em narrativos orais, como em "Noivado" e "Casamento" que ganham contornos de fofoca refinada e cronismo social. E muito humor em "Autora Estreante" e humor de tomates mofados, em "Piquenique". E auto comiserado lírico e de ironia machadiana, em "Roubem!". E "O Vaso Precioso"; Natch"; "O desespero da outra" (o assasínio de uma das formigas felizes); "Confissões de uma Viúva". entre tantos "delicious writing"

Ninguém cria, ou recria, sem trazer algo de si. Talvez Eillen traga suas melhores memórias afetivas e transforme-as, num toque da maga do criador literário, em ficção feliz e competente a acto de escrita. Faze-o bem e domina seu "mètier" e, creio, não desagrava literatos, nem deve desagradar leitores. Por sorte, fico satisfeito.

"Eileenístico - Contos e Crónicas", de Eileen Almeida Barbosa é muito recomendável a uma leitura livre, leve e solta e de identidade de locais, linguagens, falas, vozes sociais e mérito de autora, em que nome da obra repercute identidade da escritora e não foge das intangibilidades do que há de humano em quaisquer uns de nosotros.

Boa leitura.

fotos/imagem: (reprodução)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

É dos Bambas!

Diogo Nogueira fez-se canção
por maneco nascimento

Poderia ser uma noite de 07 de março, 03 de abril, mas era a de 06 e abriu margem para ser a noite que receberia um carioca que sabe ser do samba da nossa terra. 

Nos palcos do palco do Theatro 4 de Setembro, o tempo fechou à canção. Ao Projeto Seis&Meia, edição abril, a canção brasileira de todas as estações disse, sim, nós somos +.


Depois de Solange Leal, foi a vez d'Ele, o filho de Bamba. Um príncipe de Samba dos Bambas que fazem as vozes e falas do morro, do asfalto, dos salões, dos clubes, das rodas de samba, dos quintais dos Bambas nossa, todo Bossa.

Do João, de Milton, do João, de Gonzaguinha, do João, de Cazuza, do João, de Tim Maia, do João, de Toninho Horta, do João, de Diogo, do João, de João Nogueira, de Diogo, de Diogo Nogueira.

Ele veio sem muita pressa, pois carisma, alegria, comedimento e simpatia e presença e beleza e voz e canções e conjunto em Banda e obra que o fez à noite, uma noite inesquecível do Projeto Seis&Meia.

De amar a Mart'nália, Luciana, Jairzinho, Maria Rita, Simoninha, Gonzaguinha, Diogo e quem mais se viu, se fez, se nos trouxe boas memórias de heranças musicais que vieram da força primeira, de quem abriu palcos e corredores da canção brasileira Brasil afora, país  adentro, cantando e soltando a voz, essa força tanta.

Diogo Nogueira foi dois em uns. Uma Banda afiada, afinada e, discretamente, charmosa e dona dos sons e tons que marcavam o artista e, ou, trocavam fichas super cúmplices.

Diogo, sem querer ser o filho do pai, mas sem deixar de ser o filho do pai, pois Espelho irrecusável, brindou a cidade com um digno de bem cantar e deixar um rastro de felicidade à cidade e a seu público que, não se deixe de observar, era de 99,98% de mulheres atraídas pelo bom rapaz, filho de Bamba.

Das gentilezas do "deus" cantor, ou guapo Orpheu, pois deslumbre de público, os brindes de um pouco de perfume, em suor ou "lágrimas" d'alegria geradas à epiderme do mitificado ao prazer da recepção.

Lenços azuis lançados aos "mortais" (qual flores do Roberto), uma prova, um souvenir, uma lembrança palpável e das memórias afetivas, de guardados, de quem conseguiu segurar uma "rosa azul" (tecido de retalhos da Alma Brasileira), como presente da presença intransferível de Diogo a seus/suas fãs.

Como se faz, ou desfaz-se um mito, criado às mídias? Quem quer saber. Um homem, um cantor, um artista, uma alma Brasileira que viaja e distribui a simpatia e o alegre sorriso de dividir as memórias e histórias da canção brasileira, que por aqui faz moradia, de passagem, por um dia, quando corre a felicidade do Projeto Seis&Meia.

Um show pra ficar nas melhores memórias das pautas do Seis&Meia. 

Solange Leal chegou sem muita conversa, mas muito cantar. Eu só sei, brilhava alegria e muito amor espelhar. Sei que tinha uma verdade na voz e um dourado no canto. E cantou e viveu, intensamente, seu momento de em canto.

Pois Diogo, que depois, se entregou ao seu público quente, fez às vezes e deixou a todos muito + que contentes. Era Seis&Meia. Era abril, dia 06, e nunca + seríamos os mesmos depois da dose dupla de canção festejada às vozes do samba e outros hits dessa, nessa canção de Alma Brasileira. Ele é nossa canção aos ritmos de Bambas e fez bonito.

Evoé, Diogo Nogueira!

fotos/imagem:
Diogo Nogueira (Gleyca Oliveira Lima)
Solange Leal (Fábio Nuñez Novo)

Sons e Tons

melódicos instrumentais!
por maneco nascimento

A Paraíba Sinfônica nos visita e traz os sons e tons e melodias sentimentais em orquestra e instrumentos. Nesta noite de 07 de abril, às 19h30, na Galeria de Arte "Nonato Oliveira" do Club dos Diários.
A Entrada é Franca e você é o convidado que não pode faltar.;
Hoje. E somente hoje. Às 19h30, na Galeria "Nonato Oliveira"/Club dos Diários.

[Orquestra da UFPB se apresenta nesta sexta no Clube dos Diários
Teresina integra a Temporada 2017 da Turnê Nordeste da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB), que realiza apresentação gratuita nesta sexta, 7 de abril, às 19h30, na Galeria do Clube dos Diários.
O evento é resultado de parceria entre UFPB e UFPI, com a proposta de aproximar atividades culturais produzidas pelas universidades federais no nordeste, disseminando o movimento sinfônico e contribuindo para a formação de plateia.
Na temporada 2017, a OSUFPB passou a apresentar os concertos em séries temáticas, homenageando nomes consagrados da cultura paraibana.
Com isso, durante todo o ano, o público apreciará a “Série Pedro Américo”, com concertos dedicados às obras do romantismo musical brasileiro e europeu; a série "Mestre Ariano", que privilegia a música nacionalista de compositores brasileiros e estrangeiros; a "Série Augusto dos Anjos", com obras das diferentes correntes estéticas do pós-romantismo; a "Série Philipeia", dedicada à música barroca e do classicismo nos remetem ao antigo nome da cidade de João Pessoa; e, finalmente, a “Série Kaplan” que homenageia o maestro e compositor argentino que adotou João Pessoa por sua cidade do coração, desenvolvendo nela importante trabalho musical. Esta temporada homenageia também Heitor Villa-Lobos, por seus 130 anos de nascimento.
O concerto levado para a turnê é parte da série Mestre Ariano, que lembra o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014) no ano em que completaria noventa anos de idade. Esta série contempla obras de compositores que, de algum modo, manifestaram os ideais de criação e consolidação da identidade musical de seu país. No repertório, a preciosa música de Guerra-Peixe, Artur Barbosa, Villa-Lobos e Tchaikovsky. A regência fica sob a batuta de Thiago Santos, maestro titular da Orquestra, e o saxofonista Arimateia Veríssimo atuará como solista na peça do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos.
Maiores informações no site: www.osufpb.com. ]
fonte: (siteufpi)