domingo, 13 de setembro de 2015

O verbo em Branco

de  “crônicas desaforadas”
por maneco nascimento

“(...) pessoas que até hoje já passaram pelas formações do Centro Cultural Português apenas confirmam uma evidência demonstrativa do poder que a arte cênica tem de nos impregnar até aos ossos. Não é por acaso. E ninguém como algumas personalidades que já vivenciaram a arte cénica nas suas vidas para nos ajudar a definir este mistério por palavras. Garcia Lorca, dramaturgo, escreveu que ‘o teatro é uma escola de pranto e de riso, e uma tribuna livre onde os homens podem pôr em evidência morais velhas ou equivocadas e explicar com exemplos vivos normas eternas do coração e do sentimento humanos’; Luís Miguel Cintra, encenador, defende, numa sentida declaração proferida no Dia Mundial do Teatro, que a arte cénica ‘não é uma arte individual, é uma arte coletiva. No teatro não se pode trabalhar sozinho. E ainda bem. O teatro ensina a viver. A viver com os outros e para os outros’. Finalmente, Mário Lúcio Sousa, atual Ministro da Cultura, escreveu numa crônica que ‘depois da fome, duas desgraças podem arrasar uma nação: a morte do Teatro e a Agonia do humor”.
Cá está o porquê de, nos tempos de hoje, a arte cénica ainda ter essa capacidade de fazer brilhar no olho humano a luz que reflete a capacidade de sonhar: porque o teatro é livre, porque enfatiza o coletivo ou porque a sua ausência pode acabar com o espírito de uma Nação. Dezembro 2011” (Branco, João. Crónicas Desaforadas. Lisboa: Rosa de Porcelana. 2014. 142 p. [Até aos Ossos] - Coleção Em Se Plantando, Tudo Dá)
(as vozes, o artista e sua obra/imagem reprodução)

Textos intensos, escritos com clareza de coesão e coerência de discurso, de denúncia e facilitação reflexiva acerca de artístico, comportamento, sociedade, língua, linguagem, nação, teatro, corpo e sangue cênicos, em tratados de arte e ofício na ilha de Cabo Verde, cidade de Mindelo.

Crônicas reunidas de reflexões de escritos, em anos de trabalho que marcaram inquietações e a necessária oportunidade de discutir o fazer e o manter a arte e a vida ativas a gosto e a contragosto do tempo de existir e ser dramático no palco e nas vivências que marcam experiências na mão e contramão da escolha da profissão, de ser artista.

30 crônicas em tempo datadas e dispostas em descendência, de 2013 a 2008: “Oh Amor, Dam Um Koza!” [.13]; “Os Dois Lados do Silêncio”, “Ensaio Sobre A Má Língua”, “Às Mulheres de Cabo Verde”,  “O Coração de Inês”, “Ensaio Sobre A Cegueira”, “A Cidade do Pecado” [.12]; “Um País Inteiro de Pés Descalços”, “Até Aos Ossos”, “Let’s Talk About Sex”, “Vamos Lá”, “Dentro, Perto & Baixo”, “Limpemos As Nossas Cabeças”, “O Nosso Maior Pecado”, “O Sentir da (na) Criação”, “Somos Todos Amigos”, “A Minha Caixa de Pandora”, “Odisseia No(s) Espaço(s)” [.11]; “A Crise”, “O Espírito Mindelact”, “A Nação Ainda É O Que Era?”, “De Profundis”, “Ministério da Dor”, “Onde Estão Os Nossos Mestres”, “Uma Sentida Declaração de Amor” [.10]; “A Morte do Nosso Cinema Paraíso”, “Os Equívocos da Crítica”, “O Meu Mundo Por Um Sorriso”, “Manifesto Teatral” [.09] e “Um Dragão na Garagem” [.08]

Das misérias e degradações de natureza das cidades visíveis invisibilizadas pelo descuido político; dos silêncios, do silêncio do teatro e do silêncio da omissão; da má língua que está em toda parte; o papel da mulher e a reflexão sobre a nova atitude que quebre tabus deterministas; do(a) filho(a) de peixe com alma de artista; da cegueira social que imobiliza as sociedades; das cidades orgulhosas de sua imagem, mas com equipamentos culturais intangíveis esquecidos, olhados de soslaio; da cidade, de Cesária, descalça, já sem sua Diva; do teatro da pele até aos ossos; da cena de identidade da vida real.

+ dos processos criativos da arte, da cena; dos discursos e práticas políticas reprodutoras dos velhos costumes; a arte e educação de segundo plano político; o disse me disse fora d’essência das relações; abrir a própria caixa de pandora; tempo e espaço cênicos, interior e exterior d’arte; a crise econômica mundial e as crises do corpus social; a obra em arte do festival Mindelact; quebrar a mesa, acordar à realidade.

E, ainda, da condição humana, a condição artística; romper com a anestesia social e ser + política de razão e sensibilidade; + mestres livres do lago das vaidades; lição de amor e sodade; a morte de equipamentos culturais; as leituras enviesadas e de fé cega da crítica; a perda do sorriso social; manifestar o fazer cênico que espelha a si próprio e o mito do dragão na garagem no contraponto de que o artista é sua obra e práxis de realidade.

Se não é assim que fala Zaratustra, mas é assim que brada Branco. Esse poeta, escritor, ator, diretor, encenador, dramaturgo da cena e homem da arte que não quer amortecer-se. Estar vivo, conflitante, arguto e perspicaz para não perder a veia criativa da arte do teatro e da vida que se interpõe na cena dramática.


É um cronista desaforado, esse João Branco. As crônicas arvoradas de verdades inquietantes, mas necessárias de provocações para que se acorde para as leituras do mundo, que dinâmico urge que se aprecie a vida e o tempo, sem moderação. Não perder a ternura, enquanto rígido, mas sem também enlear-se no éter das vaidades ardentes e cintilantes.

Voz do agreste

Ave de prata
por maneco nascimento

Um sabiá sabia já que sempre é bom cantar. A asa branca pousou na cena musical e a joana de barro, da cor terral, de canto suave e denso trinado repercutiu a veia da canção.

A voz de ouro, da ave de prata, (em)canto solfejou melodias e força da canção brasileira que chegou e ficou marcando terras brasis, do Oiapoqui ao Chuí, passando pelas fronteiras agrestinas da Paraíba, Pernambuco, Ceará e + nordestes que passam também pelo Piauí, quando é tempo de Seis&Meia.

(essa luz que te alumeia é da cor do coração candeeiro da canção/fotos M. Montelo)

A Ave pousou no palco do Theatro 4 de Setembro, nesta sexta feira, 11, e armou sua vez, seu canto no campo de gerar milagre da voz, do canto, das velhas em novas emoções de cantar.

E deslizar pelas emoções do público cativo, fervoroso e fiel, segunda voz, ao repertório da Diva que cantou os prazeres da profissão de escolha à felicidade dividida com seus fãs.

(Do jeito que a gente gosta/"...eu quero ver a paia da cana voar."/fotos M. Montelo)

Elba Ramalho, a mesma energia, as mesmas pernas, a boa voz de cantar os velhos e renovados sucessos de repertório, que seu público  efeito canhão seguidor repete e reforça e canta em coro de inhambús, no campo de arroz parido e balouçando feito véu de ouro a saldar o sol da manhã.

Apenas uma mulher, uma voz e uma canção há contados + de 35 anos de maturada atenção musical, espalhada pelos palcos, ginásios, campos de atração e alegria de levar e deixar aos seus, melhores, maiores, e sempre sujeitos de boa recepção, o público seguidor da Ave do coração do agreste.

(na segunda pele, a plumagem da majestade o sabiá/fotos Marcos Montelo)

Elba! Elba! Gentil, feliz, alegremente entoando os amigos compositores, artistas criadores que facilitam soltar a voz de uma pessoa se entregando, como diz o Gonzaga filho, amigo do Pai que amigo da cantora que revigora o cancioneiro deste e daquele e doutros que estão na terra, nos pés, no chão, na memória da canção.

(as belas, as pernas, energéticas, Elcalinas/fotos Marcos Montelo)

Se sua felicidade irradiava prazer, seu público não tinha por mais onde extravasar o que fosse ali estar, entre os que conseguiram chegar, entrar e, em privilégio, participar daquela noite do Seis&Meia e rememorar o timbre, os registros, o vocal daquela paraibana, filha da Paraíba, Mulher Macho, Sim Senhor!

("Vem amor, que hoje eu sou, seu dengo..."/fotos M. Montelo)

Cantou, dialogou, chegou perto, sentou, dançou o miudinho do forró e, a + Velha e o Velho zambumbeiro, companheiro de estradas, entre os jovens músicos virtuosos que afinam instrumentos e rotam felicidade dividida com a Diva, essa Ave de Prata, que cansada de guerras, incansável, alcalina, traduz a mesma emoção afinada, refinada do pássaro que levantou voo para percorrer caminhos que sempre vão dar no sol da profissão de bem cantar.

(seu público, a outra voz da artista/ fotos M. Montelo)

Cumpriu repertório, abriu novo a pedidos do público e, delicada, educada, solidária com seus fãs, feliz de ser artista, ser estrela e ser mulher que canta o que a males espanta e gorjeia o que por aqui, ali e alhures só gorjeia o que de prazer dá cantar.

Grande show. Bela da noite. Vozes da terra, de casa, de ouvidos que esperam sentir sempre e de novo as falas melódicas que implicam alegria de ser feliz, porque o canto existe a pássaro, à ave, à prata filigramada de ouro da voz brasis que a juventude maturada em brisa sempre hein, canta!

Obrigado Elba, por esse prazer, esse estar na companhia de sua emoção de cantar.


Bônus:
O nosso Gonzaga Lu, não se faz de rogado, se faz de canção, de memória popular brasileira para Gonzagas, Luizes, Luas, Velhos que cantam sua terra, Januários da terra em que se planta e colhe histórias afetivas, tempos de emoção de quem sabe que arte aqui se plantando, tudo se dá em átomos expandidos, cultura de pertencimento, identidade empoderadas.
Gonzaga Lu, a atração local de memórias e afeições, na música de raiz, de pés no chão da serra, terreiros dos forrós, xotes, xaxados, baiões de dois, três ou outros amores em melodias nordestinas, fruto maduro da canção.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Música, música!

música instrumental
por maneco nascimento


+ uma edição do Projeto Clube Instrumental, na noite do dia 08 de setembro de 2015, a partir das 18h58, no Bar do Club dos Diários.

Com os músicos anfitriões Alexandre Jr., Bruno Moreno e Lívio Nascimento recebendo os convidados e amigos que deem uma cancha, a pauta musical instrumental vai longe.

(086) Trio e Convidados trouxe, nesta terça feira, + um convidado especial. O nosso querido GB para os amigos.

Geraldo Brito tem uma carreira concentrada em seu cordas de aço e expansão de reverbero das notas deslizadas em seu bom e velho violão.

Este cantor, compositor, arranjador e violonista de mancheia foi a vez de Convidado no Clube Instrumental.

E olha, que a cada semana soma-se + uma estrela da pauta instrumental da cidade. GB veio, tocou, encantou e deixou seu rastro de excelência, enquanto desliza os dedos pelas cordas afiadas nas melodias e afinadas nas cifras pontuadas.

Esse Clube se garante e garante + terças feiras com a boa novidade de bem ouvir e lembrar o poeta que regurgita "como é bom saber tocar um instrumento". (086) Trio faz as vezes da boa base, na recepção, e quando toca, toca muito e toca os ouvidos com sabedoria instrumental.

Alexandre pode variar das cordas do baixo à atração da bateria, com a mesma desenvoltura de filho de peixe que sempre é. Alexandre Jr. é grande e com qual prazer nos devolve em notas musicais o que recorta, retém, retira do seu instrumento, quando faz melodias e sonoridades das cordas de aço de seu bom tempo de compor notas no baixo.

Bruno Moreno e sua bateria falante é show + e se não tivesse também, no sangue, o dna musical, ainda seria o cara com suas baquetas e variações destas, entre outros afins, aos instrumentos de que tira sons, timbres, ritmos e batuques, a música da felicidade de gostar do que faz. É Bruno, é Moreno, é herança dos Santos que operam milagres na força, em fé professada musical.

Lívio Nascimento se + não fala, mas sempre ri e tem humor para reunir bons companheiros na pauta musical, por que não instrumental? Sua guitarra e suas sinuosas faíscas saltitantes das cordas, que têm dedos ágeis, deslizados em alegrias cifradas na voz do instrumento. Sons lhe legam a boa diferença, porque toca o que toca corações e ouvidos.

Esse Trio que a juventude e brisa beija e balança é o (086) Trio e, que, quando veste-se de anfitrião do Clube Instrumental e abriga, abraça, convida seus pares da veia, via instrumental.

Na terça, 8, trouxe o nosso + querido GB e + o Cauê que também afinou seu tom e dedicou seu dom à agenda instrumental. Da gig do GB, Cauê é para pop, rocks a meios alternativos e fins à entrada no campo instrumental. Seu baixo fala por si só e por seu acarinhador das lisas de aço.
(Cauê, Bruno e GB IN Clube Instrumental/imagem disp. móvel Jorge Carlo)

E jazz, baião, samba, entre outros ritmos transversados asseguram o melhor do Clube Instrumental IN (086) Trio e Convidados. Essas terças feira nunca + foram as mesmas. São + alegres, tocantes, agregadoras, curiosamente musicais, instrumentais.

Não se perca dessa agenda. Clube Instrumental é música, é arte, é cultura de sons e tons e dons de dedilhar e deslizar melodias e canções que se fazem às vozes instrumentais.

Clube Instrumental/(086) Trio e Convidados é show! 

Para ouvidos que afinam e afiam reter uma boa música.
(arte divulgação/acervo Clube Instrumental/(086) Trio)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ingressos esgotados!

Seis&Meia: Elba Ramalho
por maneco nascimento


Depois de aberta, por uma semana, a venda de ingressos ao Projeto Seis&Meia, que traz a atração Elba Ramalho, a administração do Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro informa que já estão esgotados os ingressos para o show que acontece, na sexta feira, 11 de setembro.


"Os ingressos para o show de Elba Ramalho, dentro do Projeto Seis&Meia, que acontece dia 11 de setembro, se esgotaram em tempo recorde. Aberta a bilheteria, na segunda feira, da semana passada, 31, hoje dia 08 de setembro, às 16h50, esgotaram-se todos os ingressos. 
A cantora paraibana Elba Ramalho que faz show em Teresina, dia 11, no Theatro 4 de Setembro, vai em seguida a Bom Jesus do Gurgueia para participar também do Festival de Rabecas que acontece naquela cidade do sul do Piauí. 
(imagens/divulgação)
Aos amantes do Seis&Meia que não conseguiram adquirir ingressos ao Seis&Meia Elba Ramalho, agora terão que aguardar a próxima edição e o próximo artista nacional que chega para outubro.
O sucesso de bilheteria de Elba Ramalho demonstra o sucesso acertado do Projeto Seis & Meia. Projeto realizado pelo Governo do Estado e Secretaria de Estado de Cultura do Piauí, tem como prerrogativa ativar as memórias da MPB e trazer ao  palco do 4 de Setembro, nomes que fazem da canção nacional o esteio de cultura musical.
121 Anos do Theatro 4 de Setembro!
Informações: 086 3222 7100"

Quem não conseguiu chegar a tempo de comprar um ingresso, terá mesmo que se contentar com a próxima atração, quando entrar outubro.

Projeto Seis&Meia. Memória e Música Popular Brasileira, bem aqui perto de você!

[ruído]

de André Gonçalves
por maneco nascimento

Está aberta a temporada para "[ruído] andré gonçalves". 


([ruído] arte divulgação/acervo [ruído] andré gonçalves)

Acesso livre ao curiosos, amantes da novidade criativa e instigante. Um provocativo na quebra dos paradigmas de lugar comum. Um ruído, na comunicação, um sinal de (re)ver o que poderia estar posto à recepção livre e atenta.

(ruidinho bom/acervo [ruído] andré gonçalves)

"[ruído]", Primeira mostra individual de André Gonçalves - Instalações. 

Dia 10 de setembro começa o "[ruído]" e fica à exploração pública até 10 de outubro de 2015, na Casa da Cultura de Teresina - CCT

"[ruído]"abre na quinta-feira, 10/09, às 19h
(pra ver, sentir e participar desse [ruído]/acervo andré gonçalves)

"[ruído] vem aí.
Abertura 10/09 às 19h, na Casa da Cultura de Teresina.
Visitação de 11/09 a 10/10, de segunda a sexta-feira das 8h às 18h. Aos sábados das 9h às 13h
‪#‎ruído‬" (page andré gonçalves/acesso 08.08.2015 às 00h57)
 (esse é o criador do [ruído] que nos aguarda/acervo [ruído] andré gonçalves)


Serviço:
[ruído] andré gonçalves 
primeira mostra Individual andré gonçalves - Instalações

abertura: 10 de setembro
às 19 horas
local Casa da Cultura
visitação: 11 de setembro a 10 de outubro
segunda a sexta-feira das 8h às 18h 
aos sábados das 9h às 13h
acesso Livre

assuma esse [ruído]

informações: 086 3215 7849

Teatro experiência

ela está de volta
por maneco nascimento

Em nova temporada, a montagem do teatro experiência, "comedy horror theater". 

A comédia de terror "Zumbeats - Escola de Monstros", montagem da Companhia de Dança e Teatro Conexão Street. 
Com direção geral, criação de dramaturgias de cena e coreografias, de Márcio Felipe Gomes. 
 (Zumbeats - Escola de Monstros/fotos acervo Cia. Dança Teatro Conexão Street)

Dias 10 e 11 de setembro, às 19 horas, no Teatro do Boi (Matadouro). Não perca esta chance.Vale à pena curtir essa emoção teatralmente dançante e quente.

À juventude artística e vigor criativos, da Cia. de Dança e Teatro Conexão Street, impactam licença poético cênica de atrair seu público teen, a partir de "linguagem que atinge em cheio o público adolescente, o espetáculo é um mix de dança e teatro, terror e comédia, tudo isso num ritmo eletrizante sob a batida da dança de rua."
É para riso e entretenimento. O público há de divertir-se horrores com o eletrizante espetáculo "Zumbeats - Escola de Monstros". 
"Dias 10 e 11 de setembro, 19h, a gente se encontra no TEATRO DO BOI pra contar a divertida história de monstros que não conseguem mais assustar uma mosssssssssssssssssssquinha morta! Mas com certeza farão você se 'escangotar' na poltrona do teatro de tanto rir." Essa pauta, eu garanto. 
Teatro e diversão garantidos!

Serviço:
"Zumbeats - Escola de Monstros"
Ingressos a R$20,00 (inteira)/ R$10,00 (meia)
Classificação: Livre
Vendas:
na Banca do Joel da Praça Pedro II 
na Drogaria Meireles - Esquina do Teatro do Boi.
Informações:
086 9 88221-6146 / 9 9917-3647
Saudações Teatrais, Vitorino Rodrigues (Ator e produtor do espetáculo)
fotos: Cia. de Dança e Teatro Conexão Street

sábado, 5 de setembro de 2015

A Festa é sua!

a alegria é nossa
por  maneco nascimento

Uma noite para não ser esquecida. Era 4 de setembro de 2015, o Theatro 4 de Setembro completava 121 anos e o Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro promovia a entrega do Troféu e Livro "Theatro 4 de Setembro 120 Anos - História e Imagens de um Símbolo Cultural", evento realizado pelo Governo do Estado e Secretaria de Estado de Cultura do Piauí.

(público de pé ao Hino do Piauí/fotos Marcos Montelo)

Ninguém quis perder essa emoção. 50 Troféus agraciaram personalidades da cidade e do Estado que promovem, criam, formam opinião e dão vida útil e artística ao fazer cultural da nossa gleba de presentes.

Artistas, jornalistas, apoiadores, patrocinadores, parceiros, amigos e os representantes da memória sócio cultural da cidade atenderam ao convite e vieram, pessoalmente, compor a festa armada para homenageá-los, enquanto se comemorou os 121 anos do Theatro. 

Tapete vermelho; cerimonial oficial do Palácio de Karnak; apresentação paralela dos novos humoristas stand up comedy,  (Bruno Lima, Xavier Neto, JackStênio Rodrigues + a veterana Edith Rosa); paparazzis; entrevistas; ao vivo de emissoras de tevês; sobe e desce de celebridades; duelo cultural entre grupo musical brasileiro (Escola de Música de Teresina) e duo Recanto (Grupo de cantores/músicos portugueses); discursos emocionantes e elegância, pompas e circunstâncias cumpridas ao mundo artístico e cultural.

(Bruno Lima stand up comedy cerimonial/fotos M. Montelo)

Emocionante ver as pessoas orgulhosas em receberem o Troféu. Passaram pelo palco do 4 de Setembro,  José Lopes de Sousa (Zezé Lopes) ator de teatro e técnico aposentado da Casa e o homenageado do ano; Antonio José Alves de Sousa (Técnico do Theatro); Francisco Aci Gomes Campelo (Pesquisador da história do teatro); Arimatan de Souza Martins (Encenador); Alexandra Teodoro (programa Pauta Cultural); Lari Salles (Fetapi PI); Reijane Telma da Rocha Dias (Fest PI); um representante de João Claudino Fernandes (Grupo Claudino Incentivador Cultural).

(Marco Vilarinho e Luís Sá recebem Troféu/fotos Marcos Montelo)

Marco Vilarinho (Editor Caderno Cultura do Jornal O Dia); Alcênia Mendes - Floricultura Li (Apoiadora Oficial do Theatro); Paulo Moura (Visual Gráfico); Luís Sá - Projeto Música Para Todos (Parceiro do Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro); Flávio Germano, TV Clube de Teresina; ator Wilson Gomes de Sousa (Arte Inclusiva); Fátima Castelo Branco (Compositora); Afonso Miguel Aguiar (Mestre de Teatro Mamulengos).

(Aci Campelo e Zezé Lopes/fotos M. Montelo)

Laércio Andrade (Programa Cidade Viva, da TV Cidade Verde); Catiane Machado (Fotógrafa); representante de Benjamin Santos (Dramaturgo), o professor da UESPI, Idelmar Gomes Cavalcante Jr.; Douglas Machado (Cineasta); Pedro Costa (Cultura Popular do Cordel); Soraya Guimarães (Produtora Cultural); César Crispim (Empreendedor Cultural Piauiense); representante de Tony Trindade (Apresentador de TV), seu filho Thiago Jordânio Trindade.

(Douglas Machado[Cineasta] e Catiane Machado [Fotógrafa])

Francisco de Castro (Ator); Van Carvalho - Grupo Carvalho (Nova Parceira do Complexo Cultural Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro); Élio Ferreira (Poeta); representante do Jornal Diário do Povo, Thauana Cavalcante; João Cláudio Moreno (Humorista); representante de Marcelo Evelin (Dança), Regina Veloso; Geraldo Brito (Músico); Liliane Pedrosa (Destaque Matérias de Cultura Jornal Meio Norte); representante de Afrânio C. B. Pessoa (Artista Plástico), Nerina Castelo Branco.

Graça Vilhena (Poeta); Mestre Severo (Cultura de Tradição); Fábio Brito, FM Cultura de Teresina (Emissora Cultural); Silmara Silva (Atriz); Fontenele Brito, Terno & Companhia (Empresa que veste o Artista); representante de Tarciso Prado (Personalidade Teatro Piauiense), seu sobrinho; Aureliano Muller (Fotógrafo); Mestre Expedito Antonio dos Santos (Arte Santeira); representante de Anne Jullieth (Dança Clássica), Marcos Aurélio Santana.

Ana Lúcia, Sesc Regional Piauí (Parceiro Cultural); Theatro 4 de Setembro (Casa de espetáculo Aniversariante), representante João Vasconcelos; José Antonio Costa Jota A (Cartunista); Dakson Michael (Best Drag); Whindersson Nunes (Humor Stand Up Comedy); Christian Sousa (Fundação Rádio e TV Antares), Fábio Novo (Secult), que representou também o Governador do Estado, Wellington Dias. A Jornalista Maia Veloso (Programa Falando Nisso), não compareceu por motivo de viagem.

Foram muitas idas e vidas e pose para os fotógrafos. E discursos que emocionaram pela importância de serem ditos e, uns deles, manterem ligações diretas com o afeto e memória ligadas à Casa.

Mestre Severo, uma das falas + emblemáticas. Por lembrar que assistia filme no Theatro quando criança, na década de 30, e via o palco do ponto de vista da plateia e, naquela noite, do dia 04, estava sobre o palco recebendo um prêmio.

Mestre Expedito também se pronunciou para falar que chegou a Teresina na década de 60 e que produziu muita arte santeira, com trabalhos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, com obra até no Vaticano. Estava muito feliz pela homenagem.

(Geraldo Brito, Thauana Cavalcante e Mestre Severo/fotos M. Montelo)

Pedro Costa também falou da emoção e lembrou que a Revista De Repente é uma representante de editoração no país e o  Projeto de cordel que há no Piauí, com essa natureza só existe aqui.

Nerina Castelo Branco se pronunciou em nome do irmão Afrânio - Castelo Branco - Pessoa e elogiou a oportunidade ímpar de ouvir a música portuguesa, através do duo Recanto. Disse sentir saudades e ter vontade de morar em terras de Lisboa, Portugal. Van Carvalho, também se manifestou para expressar a alegria do Troféu recebido.

Fábio Brito, FM Cultura de Teresina, lembrou da parceria que a Rádio mantém com os artistas, a arte e cultura da cidade e, especialmente, com o Theatro 4 de Setembro. Deixou à disposição a sempre parceria aberta com a Casa de espetáculos. Fátima Castelo Branco agradeceu a confiança dos amigos e dos intérpretes que gravaram uma música sua.

Armatan Martins lembrou poema de Brecht, que pergunta onde estão os operários que construíram as grandes obras arquitetônicas universais. Ari perguntou onde estavam os construtores e operários do Theatro 4 de Setembro e, respondeu, "estão aqui, participando desta festa", naquele momento em que reunidos se festejava a Casa de espetáculos.

Fábio Novo, Secretário de Cultura de Estado, lembrou da importância de reunir e premiar pessoas tão significativas à arte e cultura do Piauí. Também lembrou do artista plástico, José Rodrigues, que confeccionou, manualmente, as cinquenta peças que o(a)s convidado(a)s homenageado(a)s recebiam àquela noite.

(Arimatan Martins e Fábio Novo[Secult]/fotos M. Montelo)

Falou ainda da grande intervenção que o 4 de Setembro sofreu, ainda, na gestão da Bid Lima, na Fundac, em que a Casa recebeu a nossa vestimenta cênica e os equipamentos de alta tecnologia. Aproveitou para informar que despacho do Governador abria sinal do começo de reforma na Galeria Club dos Diários e que, para o ano que vem, no aniversário, se estaria com a nova Galeria já entregue à cidade.

O Secretário de Estado também falou da grande reforma que estava em fase de conclusão no equipamento cultural que ele chamou de o Theatro 4 de Setembro, em Floriano. A antiga usina que virou o Teatro e Museu Maria Bonita. A Casa de espetáculos recebe a mesma estrutura que o Theatro 4 de Setembro e, na inauguração, 23 de setembro, receberá o Festival Nacional de Teatro de Floriano.

A direção de ambientação que dispôs o Grupo musical brasileiro, à esquerda da boca de cena, na orelha do palco, e o Grupo musical português, à direita da boca de cena. Um dialogismo estético de duas nações irmãs na língua, na história, na aproximação de memórias e histórias culturais e a música que sempre une povos, sentimentos e vida em arte expandida.


(Brasil e Portugal dialogam musicalmente/fotos Marcos Montelo)

Lembrar os parceiros, a Alcênia Mendes, leia-se Floricultura Li, parceira do Theatro 4 de Setembro, que está presente, por anos a fio, em todos os momentos desta Casa de espetáculos e, na festa de aniversário do 4 de Setembro, seus serviços de ambientação doados ao Theatro estiveram presentes da Praça Pedro II aos camarins do aniversariante.

Paraíba /Gráfica Halley que editou o livro "Theatro 4 de Setembro 120 Anos - História e Imagens de um Símbolo Cultural".

Projeto Música Para Todos (Luís Sá/Instituto Santa Rita) que também esteve presente com sua música e resultados profissionais, através de números musicais, durante toda a semana de aniversário.

Tecol Móveis que cedeu peças de ambientação ao Lançamento do livro "Corpo do Mundo", de Lina do Carmo, 03.09, e à ambientação do Theatro na noite do Oscar Piauiense. E também a Escola de Música de Teresina e a Escola Estadual de Dança "Lenir Argento", parceiras incondicionais.

Agradecimentos especiais ao Piauhy Estúdio das Artes que, prontamente, cobriu uma vacância, na programação de aniversário, quando substituiu com "Exercício Sobre Medeia" a apresentação da peça "Cora dentro de mim", com Lília Diniz, de Brasília - DF. Obrigado Adriano Abreu e Silmara Silva e o Coletivo que constrói nova história e soma estéticas na cidade.

Ah! Não há como esquecer o corte do Bolo, na Praça/Parque do Theatro e o show pancada da Banda Validuaté. Um público extraordinário e como disse Soraya Guimarães, "estava quase impossível respirar", no meio do público maravilhoso, que foi embalado ao som e fúria musical licenciada ao carisma que a Banda detém, em seu círculo e ciclos de arte poderosa e musical.

(no contraponto o público da Banda Validuaté/fotos M. Montelo)
(Validuaté, a Banda/fotos M. Montelo)

O Theatro 4 de Setembro está de parabéns e seu aniversário reverbera em expansão rumo às estrelas, sejam as que estiveram presentes às festas de aniversário, sejam as que brilham no céu constelado da arte e cultura que nos fazemos representar.

Parabéns, mesmo!