quarta-feira, 7 de maio de 2014

Arte Negra

Espetáculo NEGRUME 
A Cia Balé Baião de Dança Contemporânea chega ao Piauí com "Circuito Negrume - Desbravando o Nordeste Quilombola". 

Percorre as capitais brasileiras Ceará, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Bahia,  através do Prêmio Funarte de Arte Negra.
 As apresentações, no Piauí, acontecem em Amarante e Teresina.
Em AMARANTE, dia 09 de maio, às 15h, será ministrada Oficina para os alunos do Colégio Polivalente. Às 19h, a Apresentação do Espetáculo "Negrume", na Quadra do Colégio Polivalente. Entrada Franca!
Na comunidade MIMBÓ, a Oficina para grupo de adolescentes do Quilombo Mimbó será dia 10 de maio. A apresentação do Espetáculo "Negrume", no Clube da Beleza Negra do Mimbó, às 19h. Entrada Franca!
Na capital, TERESINA, a Cia. de Dança se instala dia 12 de maio. Às 15h, desenvolve Oficina de Dança para profissionais da dança piauiense (No Clube dos Diários) e, à noite, às 19h, o Espetáculo "Negrume", será apresentado no Espaço Cultural Osório Junior, no Bar do Clube dos Diários.
(corpos em encontro e distanciamento espacial/divulgação)
O espetáculo "Negrume" resulta de investigação corporal que alia técnicas de dança afro contemporânea, contato-improvisação e teatro físico. A Cia Balé Baião de Dança Contemporânea desenvolveu o projeto cultural, no litoral oeste do Ceará, junto com três dançarinos afrodescendentes de Itapipoca.
A Cia Balé Baião desenvolve pesquisas com quilombolas cearenses, desde 2008. Em destaque as comunidades de "Nazaré", na serra de Itapipoca e "Águas Pretas", da cidade de Tururu - CE, geraram ao coreógrafo Gerson Moreno o interesse em trazer para a cena as verdades físicas e a potência do “gesto simples”. 
Os elementos perceptíveis no dia-a-dia das crianças e dos velhos dessas comunidades, sobretudo o gestual lúdico e ritualístico revelado nas rodas de conversa, nas rodas de oração e festa. Brincadeira e crença coabitam no mesmo espaço, dialogaram e interagiram, incessantemente, às respostas conseguidas.
A dramaturgia do trabalho surge de duas proposições e gera metáforas corporais à proporção que os três corpos se encontram e se distanciam no espaço: “o giro-moleque na roda do mundo” (trazendo à tona o corpo profano) e o “Ritual das coisas invisíveis” (transmutação e arrebatamento – corpo sagrado). 
"Negrume" também poetiza as aspirações contemporâneas afrodescendentes, traçando paralelos entre o "corpo negro interiorano" com o "corpo negro globalizado e urbano".
(cena Negrume - Cia Balé de Dança Contemporânea - Ce/divulgação)
O espetáculo tem Direção Coreográfica, de Gerson Moreno. Os Intérpretes-criadores são Gidalto Paixão, Pergentino Davi e Viana Júnior e a Sonoplastia, iluminação e registro é de Cacheado Braga. 
Espetáculo "Negrume", da Cia Balé Baião de Dança Contemporânea, de 9 a 12 de maio, em Amarante e Teresina. 

 Informações (86) 9994 1543 (Valdemar Santos - Amarante), 3222 7100 (Teresina) 8817 2201/9405 0037

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A nossa Pietà

A la Adriano Abreu
por maneco nascimento

"Uma Pietà (italiano para Piedade) é um tema da arte cristã em que é representada a Virgem Maria com o corpo morto de Jesus nos braços, após a crucificação. Associa-se assim às invocações de Nossa Senhora da Piedade e Nossa Senhora das Dores.
As primeiras pietà surgiram em finais do século XIII na Alemanha, onde é chamada Vesperbild. De sua origem em terras germânicas, o tema expandiu-se para outras regiões da Europa ao longo da Idade Média, expressando-se frequentemente tanto na escultura como na pintura. 
Aparentemente, as imagens medievais eram destinadas à contemplação mística dos fiéis, permitindo que o devoto se sentisse presente no momento do abraço sofrido entre Maria e Jesus. Nesse sentido, a pietà era uma imagem de devoção como o crucifixo, e por isso era representada isolada de outros personagens da Paixão de Cristo. É uma variação do tema mais antigo da "Lamentação de Cristo", representações de Maria e Jesus morto acompanhados por José de Arimateia, Nicodemos, Maria Madalena e outros personagens.
A mais famosa pietà é, seguramente, a Pietà do Vaticano, esculpida em mármore por Michelangelo em 1499. Atualmente esta obra está localizada no interior da Basílica de São Pedro, em Roma." (www.wikipedia.com.br/colhida em 05/05.2014, às 15h07) 
Ao longo da história da humanidade, refletida na oralidade, fé e religião, contrição de fiéis e comoção coletiva de amor solidarizada na dor e piedade de Maria, Mãe de Jesus descido da cruz, muitos olhares reproduziram em estética e plástica de escultura e tintas refletidas à Pietà.
Dos exemplos, temos Pietà na Capela Real de Granada (Hans Memling 1475); Pietà do Vaticano (Micheangelo 1499); Pietà Florentina (Micheangelo 1557); Pietà (Luis de Morales 1560); Pietà (El Greco 1571); Pietà (Vincent van Gogh); Pietà alemã do século XV (Colônia); Pietà (Vitral da Basílica de Nossa Senhora de Fourvière, perto de Lyon); Pietà (de Manuel de Araújo/Porto-Alegre século XIX) e a Pietà (gesso de Michele Trispisciano em Caltanisseta 1913) e, para aproximações de leituras estéticas, A Deposição (Descida) da Cruz, do belga Rogier Van Der Weyden (1435). (Idem)
Neste século XXI, + uma Pietà entra à Galeria de imagens icônicas das dores e piedade de Maria. O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes cunhou sua assinatura para + uma Pietà às luzes, leitura e estética do Piauí, nordeste brasileiro de dramaturgia local, em Teresina. 
A imagem flagrante, de sentimento humano, se traduz no espetáculo "Fogo", de direção e adaptação à dramaturgia de palco, construída por Adriano Abreu, a partir do conto homônimo Fogo, de Vítor Gonçalves Neto.
(Pietà a la adrianoabreuniana/foto Silmara Silva)
A imagem sacra, de razão cristã, e profana, de razão à mímesis de loas ao deus Baco, foi conquistada durante a temporada do espetáculo "Fogo", realizada no Teatro Estação (Trilhos), nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2014, sempre exibido às 20 horas.
(Érica Smith e Vítor Sampaio em comovente Pietà, de "Fogo"/foto Silmara Silva)
A imagem da Pietà a la adrianoabreuniana fala por si mesma. Comovente! Teatral e plasticamente eficiente à recepção consternada.

Paixão 10! Paixão - Eternamente

Filhos da cigarra
por maneco nascimento

Esopo foi, é, um dos artistas da história literária universal que melhor traduziu a didática moral do trabalho, valor do trabalho e produção e mercado.

Há a versão da cigarra que morre sem a solidariedade das formigas ("Moral da História: Os preguiçosos colhem o que merecem." A Cigarra e as formigas - Esopo*) e a em que a cigarra é acolhida no seio quente das formigas operárias ("Moral da História:  Os artistas: poetas, pintores, músicos, são as cigarras da humanidade." A Cigarra e as formigas - Monteiro Lobato*)      .

A primeira versão, pelo menos, pode se aproximar muito dos dias em que produção e trabalho definem quem pode estar no meio do mundo capital.

O artista brasileiro, M. Lobato, com alma de artista, revaloriza a moral da fábula capital e solidariza respeito e dignidade ao artista que, como cigarra da humanidade, alegrou os dias de lavor aos dias de descanso e entretenimento ao mundo de produção e negócio que não o da arte.

(ilustração de Gustave Doré/colhida da wikipédia)

A arte exige dedicação, amor, renúncia do trabalho visto como + tradicional e escolha de labor que nem sempre recebe o valor que melhor dignifique a profissão. No Brasil, salvo poucas e espelhares exceções, artistas chegam na idade da cigarra com uma pequena, ou quase nenhuma proteção para gozar o descanso da melhor idade.

No país em que esse mercado formalizado tem pouca idade e a síndrome da marginalidade da profissão ainda continua em processo de desconstrução, as cigarras enfrentam toda sorte de intempéries sejam nas relações de trabalho, sejam no descuido, por vezes, de quem afere o valor do trabalho do artista. No Brasil, a regularização da profissão de ator, por exemplo, tem a meia idade de 35 anos. Muito jovem e, dependendo, do mercado e centros de produção, pode o profissional das cênicas ser melhor, ou pior absorvido.

Exemplos particularizados. O governo do estado convida artistas de teatro há, pelo menos, 16 anos para reproduzir a história da Batalha do Jenipapo, ocorrida às margens do riacho do Jenipapo, no município de Campo Maior, ao norte do estado. Aquele confronto, entre roceiros e canhões portugueses, deflagrou a dramática história de adesão do Piauí à causa da Independência do país, sendo esta província do norte (nordeste) a primeira a aderir ao processo de desligamento da colônia à metrópole.
(um Cavalo de Batalha pelo cachê/foto cel. Jorge Carlo)

A mímesis da história, para palco dramático, ocorre sempre no dia 13 de março, data da guerra sangrenta e desigual. Desigual também o tratamento que o governo do estado destaca aos artistas contratados para representar o ato heróico. Em treze de maio fará dois meses de espera dos artistas para receber o cachê pela prestação de serviço.
(elenco d'A Batalha do Jenipapo/foto cel. Jorge Carlo)

O descuido do governo de estado político da Fundac não consegue dispensar atitude criativa para resolver esse pequeno problema. A gerente do DAC (Departamento de Ações Culturais), num ímpeto de deslumbre, acabou transformando em ato de demagogia a falta de traquejo para assuntos de trânsito e burocracia dos empenhos e PDAs da fazenda política. Prometeu que, até dia 30 de março deste, os artistas receberiam o cachê devido, baseada no prestígio do deputado dono da capitania herepartidária dos negócios de política e eleições.

A gerência central daquela pasta cultural do estado, em seu afã de brinde político do cargo, parece não ter conseguido, com este, o prestígio suficiente para negociar solidariedade e respeito às cigarras que cantaram na estação de orgulho político do espetáculo reproduzido às autoridades. O tempo de espera das cigarras por uma resposta prática e justa não se concretiza. A fábula de Esopo se instala. 

Os governos, nas esferas de decisões, se acomodam, em seus gabinetes de poder de reizinhos e, "relaxam e gozam", e riem das cigarras enquanto reproduzem discurso de prazer apológico e fazem suas as palavras emblemáticas da ministra da cultura petista.

Solidariedade, ou falta desta, e negócios de cachês com acordos, em separados, também fazem parte dessa fábula moderna de negócios de espetáculos, quando envolvem artistas locais e nacionais.

Os nacionais recebem, em acordo antecipado, 50% do cachê no ato de assinatura do contrato e 50% logo após a apresentação. Os artistas locais ficam esperando o tempo da política de poder e interesse particularizado para saldar a dívida com a prata da casa. 

Durante os festejos do Dia Mundial do Teatro, 27 de março de 2014, essa mesma Fundac contratou um arremedo de stand up, vindo de São Paulo, amigo do amigo da pessoa do DAC. O stand up comedy já levou o seu.

Os artistas locais ainda aguardam o tempo dos governos de estado da cultura atual solidarizarem efeito com as cigarras daqui. + de 50 atores e atrizes do espetáculo "A Batalha do Jenipapo" também esperam solidariedade política dos gestores atuais da cultura estadual e da casa da fazenda que conta e distribui anéis e moedas.

Outro exemplo singular, "A Paixão de Cristo de Bom Jesus" conquistou uma década de trabalhos eficazes para teatro a céu aberto, no Salão da Serra de Bom Jesus, plantado em parque ambiental natural daquele município do eixo do milagre de sojeiros.

Naquele município ao sul do estado, o espetáculo de construção dramática e direção de Frankli Pires, coordenação de produção de Bid Lima e assinatura de administração, de recursos públicos, realizada pela Associação de Filhos e Amigos de Bom Jesus, também tem seus dias de capitalismo e + valia.
(elenco Paixão de Cristo de Bom Jesus/foto Silva Jr.)

Pelo menos nos últimos seis anos aquele projeto também rendeu-se ao mito urbano das celebridades e heróis forjados na mídia de massa. Artistas de televisão foram incorporados aos trabalhos da Paixão que também move artistas de Teresina e daquele município que detém o espetáculo. 

+ uma vez os artistas nacionais e seus contratos diferenciados e seus acordos de proteção de trabalho prestado recebem sua solidariedade financeira metade antes e metade logo após concluída sua "parte" no trabalho. E pousam pra imprensa, fãs e políticos que os laureiam e até cigarrinhas imberbes que não compreendem a fábula esopiana.

Esse espetáculo, que ocorre na Semana Santa, está com menos tempo de espera. De 18 de abril até a presente data, só dezoito dias se passaram e ainda não se teve concluída a prestação de serviço. Falta ainda o pagamento do cachê do "cache" local e com domínio muito + eficaz na cena, já que são artistas da cena e não da caixinha mágico do videotape. Esopo não poderá nos socorrer porque a fábula moral é de reflexão, transformação e novas reflexões.

Estaremos concluindo na cidade, nessa  próxima terça, 6, o Fórum das Artes Cênicas 2014. Foram encontros, até aqui, proveitosos e recheados de atitudes refletidas na perspectiva de mobilização coletiva e democracia cultural a partir de políticas públicas de cultura.

Na semana passada, o alçado a presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, Lázaro do Piauí, convidado para um diálogo sobre políticas públicas à cidade de Teresina e a Lei A. Tito Filho, de incentivo cultural do município, não compareceu ao encontro. Alegou doença na família à ausência. Enviou seu soldado com patente de representante, mas sem representação oficial da pasta.
(Ana Regina Rêgo e Lari Salles - Fórum Artes Cênicas 2014/foto cel. Fco. de Castro)

O Fórum resolveu então remarcar a data para a terça, 6 de maio, a partir das 9 da manhã, na Sala Torquato Neto, para contar com a presença de Lázaro do Piauí. Numa tentativa de fazê-lo vir para fora da sala confortável de seu gabinete, com status de secretário de cultura municipal, e misturar-se com os comuns. Sair do mundo natimorto de poder oficioso e receber o sol da liberdade de franca conversa.

Nesse Fórum se tem discutido o papel do artista, a profissão, Leis de incentivo cultural, políticas públicas e postura e atitude de negociar com os gestores para que não se perpetue a fábula da cigarra, em que solidariedade e respeito à dignidade do outro nunca sejam praticados.

As cigarras da humanidade também pagam contas, trabalham por expectativas de receberem por seu trabalho, em tempo hábil, e não devem favor a qualquer gestor, ou promotor cultural com arrogância de patrão d'O Operário em Construção (Vinícius de Moraes - 1956).

"Era ele que erguia casas/Onde antes só havia chão./Como um pássaro sem asas/ Ele subia com as asas/Que lhe brotavam da mão./Mas tudo desconhecia/ De sua grande missão:/Não sabia por exemplo/Que a casa de um homem é um templo/Um templo sem religião/Como tampouco sabia/Que a casa que ele fazia/Sendo a sua liberdade/Era a sua escravidão(...) [O Operário em Construção/V. de Moraes**]

As cigarras da fábula solidária de Lobato não negam a arte, a profissão, nem o artista. Reforçam que artista também doa seu trabalho diferenciado e importante na construção social da humanidade, mas precisa ser visto como todo profissional que deve receber por seu trabalho realizado.

A fábula de Moraes, brechtinianamente, nos imbui da necessidade de ser político e dialogar, insuspeitamente, na atitude de dizer não que é dizer sim à liberdade de construção social e cultural.

Cigarras sim, relegadas à própria sorte não. Diálogos abertos devem existir sempre com gestores. Prática que os forcem a romperem esse tratamento indigno, mantido com artistas e seu tempo de cigarras, à margem de atitude de políticas de cultura públicas e de ausência de solidariedade com a arte e o artista em seu papel de profissão.

Paixão 10! Paixão. Eternamente, mas com senso político e crítico de proteção social a categoria profissional.

fonte de pesquisa
 * (http://tiapaulaeducadora.blogspot.com.br/)
**(http://www.passeiweb.com/)

Fogo Fátuo

Teatro Consequente
por maneco nascimento

 O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes realizou nova temporada de um dos seus + novos espetáculos. "Fogo" esteve em temporada nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2014, às 20h, no Teatro Estação (Miguel Rosa), antiga estação ferroviária. 

Espetáculo que revisita a memória dos incêndios, em Teresina, na década de 1940, apontados como processo de higienização da cidade, afastamento de casas de palha do perímetro urbano e espelhar belepoquismo e modernização dos centros urbanos e capitais que precisavam acompanhar novos tempos.

O texto original, conto Fogo, registra crônica da cidade em um dos momentos + lamentáveis da história local. Esse mesmo tema também é foco de pesquisas que abrem suspeição sobre a polícia getulista e outros desmandos oficiais.

É romance e poema trágico. Sensibilidade histórica transversal se concretiza em Vítor Gonçalves Neto (Fogo); Fontes Ibiapina (Palha de Arroz); Francisco Alcides do Nascimento (A cidade sob o fogo - modernização e violência policial em Teresina[1937-1945]) e José Afonso de Araújo Lima (A cidade em chamas - poema trágico de um crime impune).


A dramaturgia de Adriano Abreu, adaptador do original para licença dramática, a partir da obra original de Vítor Gonçalves Neto, traz boas surpresas e estética apropriada na compreensão, estudo detido, pesquisa aquecida na boa tradição de teatro e na ruptura que revaloriza a cena local e abre margem a renovação da práxis teatral.

Mantém a porta aberta à chama viva da memória dos incêndios em Teresina e fogo fátuo da paixão ardente pelo teatro consequente.

Entre o mito, os arquétipos e inconsciente coletivo  e um misto de crenças, religião e sincretismo, a narrativa estética de dramaturgia estabelece dialogismo que apodera discurso de (des)crença e fé no Deus que parece abandonar os ofendidos pelo fogo.

A negação da fé é demonstrada no flagelo das imagens de santos protetores (Santo Antonio, São José, São Francisco das Chagas e São Jorge),  ou cambonas entre o céu e a terra dos penitentes.

O contexto se instaura nas vidas ribeirinhas, de razão social no bairro do cajueiro (atual barrocão/centro), e vizinhança do rio que abrigava as gentes simples, moradoras de casas de palha e sobreviventes do mundo de prostituição, miséria, paixões e amores perdidos ao destino determinista das castas inferiores.

O fogo cai sobre vidas simples feito "chuva flamejante" e define destinos feito falha trágica das tragédias originais clássicas e míticas.

Não à toa que o espetáculo começa com ladainha de clamor de proteção à Virgem Nossa Senhora, mãe dos aflitos e Madona das dores,  numa preparação ao que está por vir. Também visita a inquisição, intertextual com a religião medieval de pecha vaticana para caça à bruxa e, + distante ainda, pega referência no mito de Prometeu, aquele divino que, em amor aos mortais, entregou-lhes o fátuo fogo (conhecimento). O mesmo privilégio dos deuses seria, em novos contextos históricos e religiosos, poder de força e domínio de mortais sobre mortais.

História do conhecimento e humanidades confrontadas, no memorial das civilizações e civilidades, cultura de apreensão, povoam o conhecimento do Coletivo e reiteram a dramaturgia de criação e reativação do fogo de Prometeu. A dialética dramática intensifica o calor da ciência da cena e queima mortais na arte de fingir, enquanto repara memórias na mímesis da história.

Érica Smith, David Santos, Vítor Sampaio e Carlos Aguiar completam-se e queimam prazer em encenar arte e vigor cênico acertados. As partituras de intérpretes às personagens têm força de particularidades das construções afiliadas ao conjunto da obra pesquisada.

Corpos com linguísticas intrínsecas, de verdade de cena contundente. Érica Smith, por exemplo, alia economia e dramaticidade durante toda a narrativa e culmina desespero comovente quando sua personagem Lucinha perde a filha para as chamas. Os colegas de cena (David, Vítor e Carlos) protagonizam, cada um a seu tempo, sincronia compensada no fogo artístico.

A luz das lamparinas, candeeiros, velas, candelabros, lampiões, luzes e filamentos alumiam e intensificam assinatura de iluminação, afinada por Pablo Erickson, com requintado efeito de técnica e sensibilidade. A música incidental e sonoplastia, ao vivo, de Arnaldo Pacovan, não só alimentam toda a cena ardente, como abrem trânsito ao transe trágico que se nos pega na força dramática. Silmara Silva, opera os offs que abrem clareira de redenção e clareiam a hora do drama no pontapé de início do jogo teatral eficiente.

(Carlos Aguiar e Érica Smith em "Fogo"/fotos acervo do Grupo)

"Fogo", do Piauhy Estúdio das Artes, é "Chuva flamejante" que cai sobre a recepção e pontua verdades em mentiras cênicas com arte e cuidado do teatro praticado pelo Coletivo.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

É Castiga

& Banda

Quem não viu, não riu. Mas se quer rir, então vem ai alguém que, Castiga & Banda para que ninguém fique sem rir.

Dia 03 de maio, sábado, às 21 horas, no Theresina Hall, em única apresentação, O Poderoso Castiga & Banda - Eduardo Sterblitch e sua Turma castigam Teresina com seu bom humor.

Ele chega pra ferver um caldeirão de gargalhadas.

Ganhe seu dia e só ria o que puder.

Imperdível!

Informações (86) 3231 6600/9413 8444



(Eduardo Sterblitch Castiga & Banda/divulgação)

Quatro cenas

Quatro estéticas no Teatro Estação
O Teatro Estação abre temporadas para quatro estéticas, quatro dramaturgias, quatro direções e um tema instigante, teatro por excelência. O teatro se instala em temporadas de grandes companhias e espetáculos planejados para a cidade. Teresina, Mafra (SC), São Luís, do Maranhão, e Teresina serão palco de suas cenas.
Uma - 

(espetáculo Fogo/divulgação)
Dias 01, 02 e 03 de maio, às 20h, no Teatro Estação (Trilhos), o Coletivo Piauhy Estúdio de Artes apresenta “Fogo”, peça para livre adaptação do Conto Homônimo de Vítor Gonçalves Neto, com dramaturgia de Adriano Abreu.
“Fogo” tem Adaptação e Direção de Adriano Abreu. O elenco traz Érica Smith, Carlos Augusto Aguiar, David Santos e Vítor Sampaio. A Direção de Arte é de Vítor Sampaio; Iluminação de Pablo Erickson; Sonoplastia de musica incidental, ao vivo, de Arnaldo Pacovan; Of e Maquiagem de Silmara Silva.
A Dramaturgia atrai o olhar  à memória social da cidade de Teresina, década de 1940. Período que a cidade conviveu com tempos de horror, tragédia e terror no processo instaurado nos bairros do centro e entorno.
A crônica de reflexão  e denúncia revisitada, pelo Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, transversaliza crítica e atenção à construção social de história e memória. “Fogo”, a peça, recarrega memórias afetivas e intertextualiza tempos de fogo e purgação na história e gentes e arquétipos sociais. 
Dias, 01, 02 e 03 de maio, no Teatro Estação (Trilhos). Ingressos – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Informações (86) 8873 0511/9469 1702//8812 0262/9493 0935.
2 - 

“Canção Para Não Ninar”, da Cia. Teatral Nós em Cena (Mafra – SC), ocupa o Teatro Estação, dia 14 de maio de 2014, às 20 horas. O espetáculo põe em discussão um problema delicado, o abuso sexual infantil. Assunto que tem ameaçado a infância e crianças.
“Será que estas coisas só acontecem com os outros? Quem está protegido e se pode dizer imune a situações como estas? Qual o perfil deste criminoso que busca acabar com uma das coisas mais imaculadas da vida de um ser humano, a infância de nossos pequenos? Este é um assunto delicado, mas não pode ser evitado. E é este o motivo que fez a Cia Nós em Cena vir a público, em família, tratá-lo com a devida e merecida responsabilidade, no drama Canção Para Não Ninar”.
Leitura sócio-reflexiva, através do teatro didático, faz abordagem acuidada e concentra respeito, de interlocução, à temática de abuso sexual infantil.

(cena de Canção Para Não Ninar/fotos divulgação)
“Canção Para Não Ninar” tem Texto do Grupo. Direção de Fábio Beckert. No Elenco, Deisi Corrêa, Fábio Beckert, Jean Knetschik e João Gustavo. A Produção do espetáculo é da Cia Teatral Nós em Cena e a Classificação: 12 anos.
“Canção Para Não Ninar”, dia 14 de maio, às 20 horas, no Teatro Estação. Ingressos. R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Informações (86) 9406 2842/(www.nosemcena.com.br)
3 - 

(Cena de Rimbaudemonio/divulgação)
A poesia francesa e a lírica moderna ganham força em “Rimbaudemonio”, montagem da Companhia Direto da Fonte, de São Luiz, do Maranhão. A temporada da Cia. maranhense acontece dias 16 e 17 de maio, às 20h, Teatro Estação (Trilhos).
A Companhia Direto da Fonte traz, à cena teresinense, uma adaptação do texto Rimbaudemonio: traições, colagens e iluminações no inferno escrito pelo poeta Celso Borges, em 2007, quando ainda morava em São Paulo.
A peça “Rimbaudemonio” tem direção de Charles Melo e atuação de Raimundo Reis (como o demônio) e Ruan do Vale (como Rimbaud).
“Depois de beber inspiração no cálice satânico para escrever alguns dos versos mais belos de sua época, Rimbaud abandona a poesia. Antes, porém, sente-se no dever de comunicar isso ao seu grande mestre e para isso vai visitar o diabo no inferno, que se revolta contra ele”, diz Celso Borges, no texto de abertura.  
“Rimbaudemonio” é inspirado em cinco tradutores do poeta francês, que alimentaram a construção do texto: Augusto de Campos, Ivo Barroso, Lêdo Ivo, Maurício Arruda Mendonça e Rodrigo Garcia Lopes, além de ensaios de Wallace Fowlie, Henry Miller, Edmund Wilson e Peter Stanford; e inspirações libertárias do Gênesis, de Roberto Piva, de Charles Baudelaire e do clássico Simpathy for the Devil, da dupla Jagger e Richards, da banda de rock Rolling Stones.
Misturamos cinema e teatro, carinho e violência, álcool e poesia, nudez e roupas pesadas, para contar essa dolorosa história de um poeta único, magistral, abandonando a poesia”, diz o diretor da encenação, Charles Melo.
As apresentações, dias 16 e 17 de maio, 20h, no Teatro Estação (Trilhos) - Av. Miguel Rosa. CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS.  Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia). Maiores informações, através dos telefones (86) 8822-6146 / 9917-3647 / 8168-5444.
Quatro -

(Abrigos São Loucas/divulgação)
As temporadas de fins de maio ficam por conta do Grupo Harém de Teatro. Seu público já sabe que nunca perde o riso. É peça para rir e rir de novo. 
“Abrigo São Loucas”, no Teatro Estação, dias 30, 31/05 e de 01 a 06 de junho, sempre às 20 horas.
“Abrigo São Loucas” é um texto que repercute o desenredo de três Marias (Maria de Castro, Maria Fernanda e Maria Francisca) que revivem as memórias de tempos áureos (à sombra das administrações de seus maridos, chefes do poder executivo local), enquanto o preparam o primeiro encontro de ex-primeiras damas. O texto tragicômico, não só é inteligente, mas venal quando o assunto é político para refletir os velhos costumes da sociedade brasileira de política fisiológica, nepótica e de cultura de prevaricação.
A dramaturgia regida pela picardia, ironias e inteligência dramáticas, ao humor garimpado reafirma o discurso hareniano de atrair a atenção para o homem brasileiro no centro da cena. A peça é de entretenimento e crítica reflexiva ilustrada à cena distanciada, sendo de linguagem de comédia política absurda e é um inventário popular da política piauiense, que não deixa de ser a brasileira, nos últimos 50 anos, onde espectadores identificarão situações vividas pela sociedade.
“Abrigo São Loucas”, reúne no elenco, os atores Francisco de Castro, Francisco Pellé, Fernando Freitas e Emanuel de Andrade. Direção e Texto de Arimatan Martins, Iluminação de Assaí Campelo e Sonoplastia de Márcio Brytho. 
Temporada no Teatro Estação, dias 30, 31/05 e de 01 a 06 de junho, sempre às 20 horas. Ingressos R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia). Informações (86) 9406 2842/9975 8155//9494 4517.

FormArCen 2014 (IV)

Fórum - Quarto Dia
por maneco nascimento

Quatro dias, um propósito. Cultura e arte na pauta, políticas públicas nas falas, conhecimento e capital cultural dividido e senso de mobilização e discussão à democracia da cultura na sociedade que se quer construir. Nossa convidada especial, para o diálogo da manhã, a professora doutora Ana Regina Rêgo. O dia, 30 de abril de 2014, e o tema instigante “Projetos e Leis em ano Eleitoral”.

Manhã super produtiva e ninguém poderia dizer que guardou dúvidas sobre o assunto comunicado. Ana Regina não só contribuiu efetiva e, competentemente, com a manhã, como demonstrou envolvimento com o produto cultural que se defende para a  cidade de Teresina e Piauí.

O Fórum das Artes Cênicas 2014 constrói um novo momento para a cultura da cena. Aprendeu-se muito nessa manhã.

A professora Ana Regina Rêgo, ao abrir suas falas e tratar de experiências, como produtora executiva, e variar sobre tema, que não foge das nossas cenas, os atrasos de recursos de editais públicos das Leis de incentivo estadual (SIEC) e municipal (Lei A. Tito Filho), testemunhou deter também afinidades com todos os outros promotores e produtores executivos de cultura, no estado e na capital. Também acumula peregrinação em busca do recurso devido a projetos que teriam que receber o incentivo em tempo hábil. 

(Ana Regina Rêgo e Lari Salles/fts disp. móvel Fco. de Castro)

Ao tratar do tema "Projetos e Leis em ano Eleitoral", não se poderia fugir do assunto que é o atraso do aporte de recurso das Leis de incentivo aos proponentes que venceram os editais. Nem em ano eleitoral, nem em período pós-eleitoral se tem uma boa expectativa para receber o que as Leis devem aos artistas, é o que atestou Ana Regina. Contou ter levado um chá de cadeira, na Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, após ter esperado um mês por uma agenda para falar com o Presidente daquela Fundação.

(Ana Regina Rêgo comanda a mesa cultural/fts disp. móvel Fco. de Castro)

Depois da longa espera, soube que já não seria atendida por aquele Presidente, ele não estava na Casa. A agenda foi transferida ao vice. O segundo, na escala da Fundação, dispensou-se da reunião.

Teve que ser atendida pelo gerente de promoções culturais da FMC e por alguém de nome Eurípedes, que agora responde pela Lei A. Tito Filho. O encontro não trouxe muitas novidades. As velhas notícias de sempre, não há prazos indicadores de que os produtores executivos recebam um sinal real, que não seja descaso com a arte e cultura local.

Os atuais gestores da pasta municipal, em sua representação da Lei, sugerem que os artistas vão atrás dos empresários, captar recursos, o que é contra a Lei no que rege o fundo municipal da cultura. Entre tantas informações, das quais não podemos fugir nem que quiséssemos, há a de que só Deus sabe quando novo edital da Lei A. Tito Filho será aberto.

Quanto a movimentação de projetos, aporte de recursos e vida das leis durante o período eleitoral, a professora Ana Regina Rêgo disse que, até antes de 30 de junho as Leis continuam funcionando, habitualmente. Após 30 de junho, o SIEC suspende todas as atividades até depois da eleições. No município,  não há nenhum impedimento legal para que não mantenha suas atividades, durante o período eleitoral. As eleições são no estado e federal.

Os recursos podem até ser liberados, podem continuar os trânsitos naturais das Leis, mas não podem ser veiculados nem a logomarca do SIEC, nem do governo do estado, é o que rege a Lei eleitoral. A partir de 30 de junho os recursos ficam suspensos.

Sobre a Lei federal ainda não há nenhum comunicado de que haja suspensão dos trabalhos naturais. Os proponentes podem até receber os recursos na conta, mas não podem movimentá-los, ficam bloqueados de 30 de junho até depois das eleições. As regras de divulgação de marcas é igual em qualquer das instâncias, no que diga respeito à publicidade de marcas e governo.

Todo o processo federal ocorre normal, editais, recepção, análises, aprovação, divulgação no Diário Oficial, a entrada de recursos. O recurso pode ser recebido, cai na conta do proponente. Mas não poderá ser movimentado. Pela Lei federal, qualquer peça publicitária só entra em divulgação, após aprovação do Minc. Ele orienta como serão aplicadas as marcas publicitárias. No período eleitoral, ou fora dele, também funciona do mesmo jeito.

Só no SIEC tem impedimento, localmente. Pára os trabalhos durante o período eleitoral. Nesse período não se pode dar visibilidade de marcas públicas, nem divulgação de projetos fomentados pela renúncia de recursos públicos.

Ana Regina Rêgo, ao se voltar para assunto de mal funcionamento das Leis, acrescentou que o problema não está nas Leis. O problema é de políticas públicas. O problema é de não coesão da classe artística para negociar com os gestores públicos. "Enquanto não houver consciência de classe", disse, e não se envolver de igual para igual, enquanto não se tiver consciência e cobrar do poder público o respeito pela coisa pública, não se conseguirá muita coisa.

Falou da preocupação que nos tem perseguido acerca do SIEC e o Mecenato. Os grandes volumes de recursos que têm sido aportados a projetos que envolvem grandes empresários, projetos que correm por fora de resultados que realmente tenham valor cultural e não comercial. Projetos que não têm valor cultural agregado. E acabam levando o recurso, em detrimento daqueles de respostas sociais, de acessibilidade pública.

As falhas que se encontram nas relações de estado e artistas, defendeu Ana Regina,  é que não se tem consciência política cultural, não descobrimos a responsabilidade para com a coisa pública. Temos problemas de falta de entendimento de responsabilidade,  precisamos adquirir consciência crítica, cívica. "Que lugar social eu desempenho aqui? O que posso contribuir para mudar as circunstâncias atuais?", refletiu. A responsabilidade do poder público não é com o artista, individualmente, mas com a fomentação de cultura à sociedade.

"A arte é um dos, senão o mecanismo da educação", defendeu. Acentuou que o Fórum tem que unificar sua fala e sua voz, senão não chega aos canais de negociação. Tem-se que fazer ver os políticos, governo e empresários que investir em cultura não é a fundo perdido. Cultura gera renda, desenvolvimento e deve mudar a sociedade.

Ainda não aprendemos a vender nosso produto. "Não nos conhecemos, nem nos valorizamos, nem nos divulgamos. Nós temos valor cultural agregado. Ao gestor falta conhecimento, o artista tem conhecimento, o artista pode mudar a realidade", refletiu. O estado precisa cumprir suas responsabilidades, e precisamos ter consciência cívica, cidadã.

O estabelecimento de políticas públicas federal, estadual e municipal que contribua para mudar o quadro atual. Os artistas têm que contribuir em levar a arte para a consciência social, ter mobilização para compor força de negociação.

Ficou, na excelente comunicação da professora Ana Regina, uma reflexão para tornarmos prática. "Que políticas de cultura queremos para o nosso estado? E que tipo de gestor pode fazer essa política cultural?", atentou. Defesa de políticas públicas não só para quem vive de cultura, mas para quem consome cultura.

A manhã do dia 30 de abril gerou um dos diálogos + atraentes, formadores de trocas culturais. De aproximação de identidade política que pudemos desenvolver, a partir das conversas francamente abertas, durante os quatro dias do Fórum das Artes Cênicas 2014, ocorrido na Sala Torquato Neto, com a presença de artistas.

Das sugestões e deliberações do Fórum, foi pensado em mobilização para uma manifestação artística que dê visibilidade à insatisfação que se vivencia na cidade. Ana Regina se dispôs a também participar, mas que seja agendada reunião ao planejamento, de definição da mobilização artística, e se consiga um bom resultado na execução do que se pensou.

Após o final do diálogo, ocorreu a entrega de placas e medalhas de honra ao mérito teatral a artistas que se destacaram em 2013 e contribuíram para manter a arte em prática continuada. Lorena Campelo foi a grande homenageada pelo conjunto de sua obra e + homenagens foram entregues.
(Silmara Silva, homenageada/fts disp. móvel Fco. de Castro)

Silmara Silva, aniversariante da data, também recebeu a honraria. Ana Regina Rêgo, Edith Rosa, João Vasconcelos, Antoniel Ribeiro, Aci Campelo, Franklin Pires, José Dantas, os humoristas João Cláudio, Amaurí Jucá e Dirceu Andrade, ausentes mas contemplados com o mérito do SATED-PI, Roberto Freitas, Sidh Ribeiro, Adalmir Miranda, o Palhaço Tio Boscoli, Francisco de Castro, Reijane Telma, entre outros colegas de profissão, tiveram a manhã premiada.
(produtor cultural João Vasconcelos recebeu placa/fts disp. móvel Fco. de Castro)

O Fórum ainda terá + uma manhã de encontro, na terça feira, 6, quando os artistas esperam a presença do presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o senhor Lázaro do Piauí. No dia marcado a sua participação, 29 de abril, não compareceu alegando problemas de saúde na família.
(sonoplasta Zé Dantas recebe placa/fts. disp. móvel Fco. de Castro)

Como a classe artística espera manter um contato e trocar diálogos com o presidente da FMC,  o + ausente às atividades públicas da própria pasta, guardamos expectativas de que + ninguém em casa dele interfira nas suas obrigações de gestão pública.
(Franklin Pires, homenageado/fts disp. móvel Francisco de Castro)

O tempo fale por si mesmo. A história registra os fatos, experiências e as memórias da cidade.