quarta-feira, 23 de abril de 2014

Da carreira que levou

Para rir e rir de novo

Hasley Andrade está de filme novo na praça e convida para um bom riso na câmera em movimento. Uma história comum. Uma ideia simples e risível. Uma dinâmica de câmera elétrica. Um enredo variável entre o escatológico e o brinquedo divertido para entreter e dar asas à imaginação aos amantes de cinema.

Um adolescente se apaixona por uma bela garota e, enquanto tenta ganhá-la, terá que livrar-se do primo da menina que age como dono dela. O mala e sua turma prometem deixar a vida do galã bem agitada. Sebo nas Canelas reúne artistas e cineasta em associada intenção de divertir seu público.

Fica a informação. Só não vai quem já desaprendeu o exercício da felicidade.

Sebo nas Canelas - de Hasley Andrade.
Produção Associada - HFilmes
JSA Audiovisual
Núcleo Proposta de Cinema

Estreia no Teatro do Boi
dia 27 de abril
às 19h
Entrada Franca



Está na cidade.
Então curta esse longa.
Atores de Teresina e Timon brincam na onda dos fotogramas animados.
Divirta-se!
Sebo nas Canelas promete.

Só Homens




Cia. de Dança
Para corpos falantes e vozes concentradas em estéticas e anatomias privilegiadas na sensibilidade e razão - Só Homens Cia. de Dança -



Essa é a agenda. 
Fica a Dica.
Leia e atenda ao chamado.
Certifique-se e Cumpra-se.
Franqueie sua parte porque a Só Homens sabe bem o que faz e dança porque pode!
Curta esta cena e seja feliz ao alcance dos olhos e ouvidos atentos.
Veja-se no cartaz e faça parte dessa coroação.

Coroai-me...

terça-feira, 22 de abril de 2014

Paixão 10! Paixão - o Retorno

Uma década em Bom Jesus
por maneco nascimento

10 anos de insistência em abrir flancos ao teatro, turismo de espetáculos, encenação religiosa a céu aberto e cena viva contemporânea, numa onda marinha, em que público e elenco interagem sobre o Salão da Serra de Bom Jesus, é assim que se instala a Paixão de Cristo de Bom Jesus.

Paixão com direito da plateia a fazer comentários diretos aos atores e atrizes e dos artistas a recuperarem até sugestões naturais, em seu pé do ouvido, ou a indisfarçada renúncia da recepção que se envolve e escolhe por quem "torcer", a Paixão de Cristo de Bom Jesus ganhou corpo de teatro profissional e sem deixar nada a dever a nenhuma manifestação desta estética, em qualquer lugar do mundo.

No último dia 18 de abril, Sexta Feira da Paixão, a partir da 18h30, quando o Salão da Serra de Bom Jesus (local plantado em parque natural nas imediações da cidade do Vale do Gurgueia), recebeu a décima versão da Paixão de Cristo de Bom Jesus, a noite estava pronta para um grande espetáculo.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Todo artista precisa de público empolgante e expectador para valorizar a arte a ser ofertada. Naquele ambiente, as idas e vindas de espectadores.  O sopé da serra já indistinto pela quantidade de carros e outros transportes que trouxeram as gentes para ver + uma vez a representação da saga trágica do Filho do Homem.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

O bom retorno de público cabe ao desempenho eficaz de Franklin Pires, dramaturgo e diretor do drama revisitado; Bid Lima, atriz e coordenadora de produção e figurinista/aderecista; Danilo França, incorporado ao elenco como ator e assistente de figurinos e adereços; Adelina Barbosa, assistente de produção e cambona dos serviços de apoio, durante todo o processo de acomodação da encenação; Fábio Novo, mentor intelectual do projeto e padrinho da sobrevivência, por uma década, da resposta que o espetáculo precisa, através da prospecção de recursos e investimentos à cena de Bom Jesus, entre outros que compõem a Associação de Filhos e Amigos de Bom Jesus, a realizadora do evento.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Dez vezes repetida a cena e dez vezes sempre uma novidade apresentada pelo texto inteligente e inquieto de Pires. As versões da Paixão andejaram pelas visões dos Apóstolos, Maria de Nazaré, Judas Scariotes, Lúcifer e Jesus Cristo e sempre havia um texto inédito para recontar a dramaturgia. Talvez nunca se repetir, embora variasse sobre o mesmo tema, deu um referencial distinto a Franklin, quando impôs sua identidade de autor/diretor e qualificou teatro contemporâneo para tradição e ruptura.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Nesse 2014, a visão do espetáculo foi a de Cristo, já experienciada em 2013, mas com a inclusão de falas e trechos de enredos de todas as versões de uma década de encenação. Testemunhar a franca evolução teatral e maturidade de artistas e dramaturgias foi o que sempre garantiu a manutenção da fidelidade à Paixão de Cristo de Bom Jesus.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Ver as crianças, atores e atrizes mirins, do Núcleo de Dramaturgia de Bom Jesus, crescerem com o espetáculo é, não só participar da informação cultural e social daquela cidade, como repercutir ação artística e cidadã da formação de plateia e geração de teatro futuro.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Do elenco de Teresina, que é elemento cativo da encenação, vale referendar Bruno Lima que, em plena maturação do próprio talento, compôs, neste ano, um Anjo decaído (Lúcifer) bastante digno do teatro proposto, o corpo falou por si mesmo, inteligentemente, orbitado na compreensão do texto e na inflexão do antagonista do Mestre negado.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Danilo França tem acumulado, ao longo dos anos, um perspicácia e postura concentrada para qualquer personagem que lhe caia às mãos. Como o Anjo Gabriel, não desvirtuou o planejado e ainda marcou como imagem e postura de aproximação entre o divino e o profanado ao tocar o chão. Kelly Lustosa (Cláudia, mãe de Salomé) desenvolveu um perfil elegante, aureolado na maldade fingida e definido na bailarina que sabe o que cabe no leque de aptidão das artes cênicas.
(Franklin instrui elenco/fotos maneco nascimento)

Bid Lima, como a excelente atriz que sempre vingou marca de expressão, já andeja na pele de Maria Madalena com segurança e expressividade contundente. Sempre apresentou recursos comoventes para dramas ampliados e economias de corpo, em contraponto ao enredo dramático.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Franklin Pires, em anos anteriores, imprimiu versões para Lúcifer, Judas e sempre conseguiu atrair a atenção para suas construções da personagem. Nesse ano, resolveu ser o espia do enredo e interagiu na cena, enquanto camuflou a própria personagem de diretor. Assim esteve intrínseco no drama e distanciado para manter a peça com sabor brechtiniano.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Nayara Fabrícia consegue traduzir uma Salomé irrefutável. "Timming" de corpo, voz, intenções e pragmático efeito a nuances que colhem o julgado (Cristo) a ambiente de disfarçatez, malícia, maledicência e maldades dosadas na camuflada efígie da peçonha do Éden. Empolgante, sempre, a cena em que dança para Herodes na intervenção de julgamento de Cristo.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Fábio Novo vem construindo um Herodes de postura política, de mezas intenções a armadilhas e falsa salvação. Dedilha discurso de mãos assépticas, com uma economia disfarçada e performance tímida para o bom ator que, seguramente, existe dentro do deputado, jornalista e amante das cenas.

(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

O sinédrio, composto por Vitorino Rodrigues (Caifás), João Vasconcelos (Anás), Siro Siris (Aquiba), deu ao conjunto de senhores da lei a legalidade de boa dose de interpretação e composição das personagens ao teatro amador de paixão concentrada no ato profissional. O quarto do sinédrio, Arimateia (Maneco Nascimento) integrou o quarteto da maldade que indispôs Jesus junto ao povo e cunhou o mérito, da história oral posterizada, à morte d'Aquele que ameaçava as regras e comodidade dos negócios da Igreja de Jerusalém.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Os intérpretes dos apóstolos,  Zé Karlos de Santis (Judas), Welton Markes (Simão), Antoniel Ribeiro (Pedro), Hércules, Arias, Bruno, Francisco, Edivan Alves, Júnior, entre outros, formaram um ágil e determinado grupo de seguidores do Messias. Se garantiram e encorparam desenho de atores na ilustração de uma eficiente marca de companheiros do Mestre.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Marcel Julian, como o Centurião, manteve com a sempre dignidade de bom ator, uma representação presente do torturador de Cristo. Carlos Anchieta improvisou um João Batista que ficou na média do ator histriônico, reorientado para ação trágica. Bruno Gradim (Pilatos) atomizou a personagem do governador romano e expandiu, com delicada presença, a própria experiência de ser ator.

(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Gislene Danielle tem sido a Maria, mãe de Jesus, com muito êxito e determinação para interpretar e valorizar elegias e licenças cênicas que assumem + emoção e acuidade na arte e método do prazer de ser atriz. Sua luz de Diva e voz de cantora, ao mérito do clássico contemporâneo, elastecem a cena da Senhora das Dores quando chora a morte do rebento de tragédia anunciada.
(Edith Rosa em pausa do ensaio/fotos maneco nascimento)

Edith Rosa, a nossa atriz premiada e dona de uma envergadura natural de compor personagens, foi de uma dedicação espartana, desde a gravação do áudio, revisão de seu próprio texto e regravação de suas falas para dar + verdade teatral à mulher leprosa que tem cura concedida pelo Cordeiro de Deus. Rosa não desmerece os prêmios conquistados, nos brindou com uma humildade cênica, compensada em nome da fé na cura que se alcança na representação do teatro. Talvez detenha o maior amor que já vi, enquanto se desdobra em seu melhor.
(ensaios da Paixão/fotos maneco nascimento)

Também muito dignos e presentes na encenação, os atores David Santos, Jonathas e Silva Jr. que incrementaram a guarda romana e torturadores do Senhor. Não poderia deixar de marcar, em registro orgulhoso, o Núcleo de Dramaturgia de Bom Jesus, formado pelos atores e atrizes mirins (crianças, adolescentes e jovens) da cidade, que detém uma força de energia limpa e um comprometido interesse em valorizar a própria ação de teatro e a cidade que defendem como sítio cultural.

Justiça sem falta para Márcio Brytho, uma mão na roda quando o assunto é editar, mixar, valorizar sonoridades e insistir em pesquisas às músicas que se instauram nas cenas dramáticas. Um cuidado de prospecção sonora que preenche de profissionalismo e perfeccionismo o resultado conquistado pelo sonoplasta e espetáculo em perfeita sintonia. Vai reeditando áudios de cenas à medida que solicitadas as modificações e traqueja essa experimentação com muito bom humor e dedicação acurada ao que finaliza à dramaturgia. É show!
(Siro e Vitorino tramando o sinédrio/fotos m. nascimento)

A Paixão de Cristo de Bom Jesus cumpriu + uma etapa, fechou um ciclo. Uma década de dedicados esforços, alegria em estar juntos, desejo de sempre retornar e uma felicidade contagiante tanto quando se está aplicando o aprendizado e revelando pedagogia de atuar ao público atento, como quando se dá por encerrado + um ato de convicção cênica.

(elenco da Paixão após apresentação/foto Silva Jr.)

Parabéns a cidade que abriga a inciativa de repercutir a arte da mímesis e do fingimento da história religiosa posterizada. Que venha + uma década. O Teatro agradece.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Paixão:10! Paixão

Só em Bom Jesus
por maneco nascimento

26 atores de Teresina, 2 de Bom Jesus, um vindo de fora (RJ) e outro também carioca, radicado em Teresina, formaram o grupo que seguiu para a cidade de Bom Jesus do Gurgueia, ao sul do Piauí, à realização da 10ª. Edição da “Paixão de Cristo de Bom Jesus”, com texto e dramaturgia de cena de Franklin Pires e coordenação de trabalhos e figurinos, Bid Lima; produção executiva, Carlos Anchieta; maquiagem e assistência de figurinos, Danilo França.
(elenco da Paixão/foto linha do tempo de Franklin Pires)

O grupo de 30 pessoas partiu de Teresina dia 15 de abril, com tempo para ensaiar e afinar a grande apresentação do dia 18 de abril, sexta feira da Paixão, no lugar contumaz, Salão da Serra de Bom Jesus. Na cidade, foram incorporados os atores mirins do Núcleo Dramático de Bom Jesus.
(atores de Teresina, Rio e Bom Jesus/foto linha do tempo de Silva Jr.)

O reconhecimento do espaço ocorreu na quarta feira, 16, à tarde. Os ensaios, a partir da manhã do dia 17, quinta feira. De Teresina foi uma equipe de atores afinados que encontrou os de Bom Jesus afiando resultados. Do sudeste do país, o ator convidado Sérgio Abreu, que vinha de um passado por participação em uma novela de tevê.

Havia um outro convidado, também carioca, Bruno Gradim, que atualmente apresenta programa em tevê local, de nome Cajuína Carioca. Esses dois atores, de sotaques para "ésses" e gingados linguísticos peculiares, vieram, viram, mas só um venceu. É preciso que se dê a César o que for de César.

Bruno Gradim, chegou na quinta feira, à tarde, participou de dois ensaios e eficientizou, com perspicácia, o proposto da dramaturgia franklinpireana. Foi um Pilatos empertigado, concentrado e conhecedor da arte de representar. Meus colegas atores foram categóricos, Gradim tem escola de teatro.

Sérgio Abreu não teve a mesma malícia do pulo do guapo. Participou de três longos ensaios, com paradas para correção que definiram todo o andar do elenco, mas não conseguiu acompanhar o raciocínio brechtiniano e a cartografia sugerida por Franklin Pires. Com passagem por uma novela da Globo e nenhuma outra lembrança que se tenha que reviver, o ator não conseguiu implementar sua experiência para compor o Messias, na Paixão de Cristo de Bom Jesus. 

O artista esteve em Teresina, para o lançamento do espetáculo. Pela manhã, no Salão Nobre "Deputada Francisca Trindade" (ALEPI) e, à noite, na Galeria do Clube dos Diários, à abertura da Exposição 10 Anos da Paixão de Cristo de Bom Jesus e lançamento de cinco DVDs, com versões do espetáculo aos anos de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013. 

"O ator convidado, Sérgio Abreu, também se pronunciou e disse estar muito feliz pelo convite e agradeceu ter sido lembrado para compor o elenco da "Paixão de Cristo de Bom Jesus". (blog leia-se letras e letteras/ 2 de abril de 2014)

Dos artistas nacionais convidados, os atores e atrizes locais já tiveram o privilégio de contracenar com Fernando Pavão e suas pavonices, delegadas à boa composição da personagem que construiu ao Cristo; Thiago Mendonça, numa excelente atuação para Pilatos; Alexandre Barillari construiu um Judas introspecto, convulsionado ao choro de culpa e numa atuação econômica e sincera para um traidor do Filho de Deus. Convincente.

Depois veio Guilherme Trajano, participativo, envolvido, simples e engajado na pele de Jesus. Compôs um bom tipo a Cristo e, ao final de ensaios e resultado cênico, tinha a própria pele marcada por lacerações adquiridas na crença de fazer bem a personagem.

Em 2013 foi a vez do ator Daniel Erthal que também vinha da esteira de personagens em novelas e séries de tevê globais. Cumpriu seu papel e deu vida e luz ao Cristo crucificado. Já nesse 2014, a produção executiva optou por Sérgio Abreu.

Abreu chegou contido e terminou a encenação ainda mantendo a mesma contenção que, se a princípio parecia estratégia de preparação à personagem, ao final da encenação descobriu-se que não era nada daquilo, mas só uma inexpressão, ou falta de traquejo para a arte do fingimento e desdobramentos que ganham forma na prática do teatro e seus congêneres.

Sérgio Abreu só abandonou texto, nos ensaios, quando foi provocado a fazê-lo, pelo diretor. Sem o script na mão, manteve uma atuação inócua e de um irregular amador. Na cena, mesmo ungido pela força do drama, perdeu qualquer oportunidade de marcar espaço na Paixão de Cristo de Bom Jesus. 

Era a representação do Cristo + longe do perfil de um messiânico que passou quarenta dias no deserto e jejuava. Lento e, numa quase despretensão, pareceu ser ator que na hora daria tudo,a "la Mirica", a atriz piauiense que não gostava de ensaiar, mas durante o espetáculo era esplêndida.

Alegou problemas de coluna, quando solicitado a carregar a cruz e, sem qualquer esforço, cumpriu sua tarefa para a qual foi convidado e bem pago. Fingiu ser um Cristo, mas talvez estivesse acostumado aos truques do video tape, o fake dos sets de gravação. Em nenhum ano anterior, qualquer ator reclamou da cruz. 

Distanciado, sem presença na arte de ator, Sérgio Abreu corrigiu a peruca durante a crucifixão e nunca sequer ajoelhou em exercício de representação da personagem. Sua coroa de espinhos, ele a recebeu de cócoras. Foi bem incomum e, numa linguagem atual, fake.

Enquanto artistas da cena, do fingimento, sabemos exatamente quando a arte deixa de ser uma real fantasia. Fingir faz parte da verdade de qualquer ator ou atriz. Mas é preciso estar dentro do jogo, protegido pela técnica e experiência de concorrência na práxis teatral. Sérgio Abreu + pareceu deslocado de qualquer iniciativa real de quem constrói uma personagem. Abusou, tirou partido, sem sujar as mãos, ou os pés na cena tupiniquim da Paixão: Dez! Paixão.

A Paixão de Cristo de Bom Jesus sobreviveria muito bem, obrigado, sem a presença do rosto bonitinho de Sérgio Abreu. Mas já que fora uma imposição da produção executiva do espetáculo, ficou a lição. Não precisa demonstrar real talento, basta ser escolhido por uma imagem e marketing pueril e viver o momento de assédio do povo ansioso por tirar uma foto com o galã da hora. 

De resto, perdeu-se uma boa oportunidade de manter o nível nos Cristos anteriormente interpretados. Ao final do espetáculo, realizado para uma multidão satisfeita, o deputado Fábio Novo disse que tinha sido a melhor apresentação dos dez anos.

Havia mesmo uma grande força e compromisso do elenco ido de Teresina e do grupo de Bom Jesus. Cada um definiu a própria experiência, em cena, e deu seu melhor convincente. O outro ator convidado Bruno Gradim foi uma grata surpresa.

Tinha ótimo "timming", dialogismo no olhar compartilhado com o colega de cena, o corpo falava por intenções trabalhadas e dentro da elaboração composicionada ao governador romano. Foi de uma mentira bastante eficaz.

O espetáculo poderia mesmo ter sido Dez! Mas ficará para uma nova edição, quando um novo abril chegar. A Paixão de Cristo de Bom Jesus foi nota 9,5. Os outros 5,0 pontos ficam de generosa lembrança ao ator Sérgio Abreu, para que ele não zere a própria desatuação.
(guarda romana, sinédrio e Sérgio Abreu/foto linha do tempo de Silva Jr.)

Seus cinco pontos não se acentuam ao computo geral conseguido pelo espetáculo, este é mérito dos 99% do elenco concentrado em ganhar, não só o pequeno cachê pela atuação, mas também o orgulho de manter a cena viva e o histórico daquela Paixão preservados.
(sinédrio e guarda romana/foto linha do tempo de Silva Jr.)

Vitória do teatro piauiense sobre a ausência consentida do ator carioca. Cristo não esteve entre nós dessa última vez. Sérgio Abreu até que esteve, mas parece não conhecer a arte do fingimento, nem a verdade do teatro.

Caso não volte para a tevê o + breve possível, estará sujeito ao esquecimento. Pois por aqui já deixou uma péssima impressão e nem chega a ser de natureza cênica. Deve voltar aos favores dos diretores e roteiristas de teledramaturgia, senão... do que é que eu falava mesmo?

Essa foi a Paixão que só enganou ao produtor executivo deslumbrado com um rosto e uma recomendação de amigos do artista. Mas qualquer ator sabe que Sérgio Abreu não vingou nem melancia e maxixes em leiras, num ano de boa safra. Entrou inexpressivo e saiu compensado pela ousadia de fingir-se de ator. Fingiu muito mal.

Foi um ano de despaixão, promovida por uma única atuação fora do eixo dramático de teatro da Paixão de Cristo. Quem é vivo sempre aprende e o teatro vivo corre por fora de Sérgio Abreu, mas nem o "morto" parece ser de conhecimento de sua iniciação. Então sorte ao nubente, há sempre uma esperança para quem ainda queira aprender.

Então sorte, Sérgio Abreu. Nem tudo está perdido, só não há realidade para quem não aprendeu a "mentir" na arte do fingimento. Esta é a única verdade que o ator precisa aprender de cor.

domingo, 20 de abril de 2014

Bela do Norte

 A nereida de Belém, do Brasil
por maneco nascimento

Vem aí uma das vozes + carismáticas, calientes e determinantes da canção do norte do país. O contralto Fafá que o Belém, do Brasil, nos rendeu. Seria só + uma Maria de Fátima se não tivesse a força e a alegria de mulher porreta do Belém do Pará, terra de carimbó, merengue a la bralisiana e não fosse de um refinado calor vocal para assinar como a bela da hora, Fafá de Belém.

A cantora Fafá de Belém chega a Teresina, dia 24 de abril (quinta feira), para + uma edição do Projeto Seis & Meia. O Seis & Meia acontece, na Galeria do Clube dos Diários, a partir das 18h30. 

O show musical da Bela de Belém será de Voz e Piano e, seguramente, haverá tempo para rememorar os maiores sucessos d'Ela, que marcou gerações e hits na discografia nacional e nos desdobramentos na mídia que compunha, à época, aos nomes da melhor MB.

Bendita entre as vozes de Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Clara Nunes, Zizi Possi e um infindável rosário de belos exemplos de vocal brasileiro, Fafá de Belém "foi assim como um resto de sol no mar, como a brisa da..." sorte de pré-amar, que a amamos, enfim. 

Um dos melhores sorrisos e gargalhada doce e de felicidade intensa registrados aos anais da música e da memória cultural brasis. Fafá de Belém, amada pelo Brasil e também em terras de além-mar (Portugal), a cantora continua na crista da onda a cantar loas de amor e paixão para licenças poéticas de casa e fados de sua segunda terra, natal de origens familiares.

Nesta quinta, 24, o Projeto Seis & Meia nos brinda com a voz, sensualidade, prazer em cantar e, bem, o muito do pano às mangas da árvore da boa e velha (conformidade ao novo) MPB. Sem perder-se do norte de suas raizes, também não abriu mão do conselho recebido de Elis Regina, a grande mãe dos iniciantes, para que nunca permitisse que alguém roubasse seu sorriso.

E, sem tirar o sorriso do caminho, para lembrar Nelson Cavaquinho, Ela passa cumprindo história, porque assim nasceu o pássaro do norte, filha da Amazônia Legal, em legal intensidade de trazer alegria aos corações brasileiros. 

Para corações canta a olhares em "Vermelho", à "Abandonada", a "Nuvens de Lágrima" e "Corações do Agreste" porque "Foi Assim" que a canção nacional rezou orgulho e, em "Ave Maria", selou o milagre da voz que de Belém nos legou Fafá, esse "Pássaro Sonhador".

Sobre a artista.

Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo, é uma cantora e atriz brasileira, que começou sua carreira musical fazendo pequenas apresentações em eventos em cidades como Bahia. Nasceu em 9 de agosto de 1956, em Belém do Pará. Aos cinquenta e sete anos bem vividos, Maria de Fátima é filha de Eneida Palha e Joaquim de Figueiredo. Mãe de Mariana de Figueiredo Mascarenhas. Recebeu indicações ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raizes Brasileiras. (wikipédia)

  • Mas seu maior Prêmio foi ter sido escolhida pelo destino para ser filha do Brasil e colhida como a nossa Fafá de Belém.

  • Fafá de Belém entra em cena, logo após a apresentação dos artistas convidados, locais, Silmara Castro & Alcides Valeriano. O casal 20 da música piauiense chega ao século 21 mantendo a mesma cor e emoção de quem cantou sucessos e compôs a agenda da cidade, como "quem foi por ai, levando o violão embaixo do braço, em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim..." (Zé Keti) e quem perguntar por eles, dirão que a saudade rói, o peito dói, estão nas ruas, na cidade, no mundo da vila do coração e da canção. Têm amigos, são populares, estão por ai sempre pensando na música, na canção e na arte de ser feliz e do fazer o cultural.
    (Silmara & Alcides cantarão no Seis & Meia/Divulgação)

    Então, dia 24 de abril, uma das filhas do furacão Elis, será mote da felicidade na agenda do Projeto Seis & Meia. Fafá de Belém, em Voz e Piano, brindará Teresina com sua energia agreste de norte do país continental de Deus brasileiro. 

    (Fafá de Belém, a musa de Belém/Divulgação)

    Essa nereida que o tempo confirmou, será régua e compasso ao memorial da MB repercutido e Silmara Castro & Alcides Valeriano energizam, de entrada, uma noite para não ser esquecida, que dirá perdida. 

    Serviços -

    Projeto SEIS E & MEIA 
    Show Musical - Fafá de Belém em Voz & Piano
    Quinta Feira, 24 de abril
    às 18h30
    Na Galeria do Clube dos Diários
    Artistas Convidados - Silmara Castro & Alcides Filho.
    INGRESSOS LIMITADOS, à Venda, a partir da Terça Feira, 22
    R$ 30,00 (Inteira) e R$ 15,00 (Meia).
    Informações: 3222 7100.

    Ciência e fé

    Notícias de sempre


    "Pesquisa aponta novos indícios sobre a ressurreição de Cristo

    Uma pesquisa realizada por um grupo de arqueólogos norte americanos trazem novos indícios da ressurreição de Jesus Cristo, o resultado dos estudos foram apresentados recentemente em Nova York, trazendo a conclusão da pesquisa que foi realizada em Jerusalém.
    O professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa, falou à Agência EFE, “Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo como provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras”, disse o pesquisador.
    Descoberto no início da década de 80 quando da construção de um prédio, o túmulo, que está situado há pouco mais de três quilômetros da cidade antiga, só pode ser pesquisado a partir de 2009, quando o professor Tabor conseguiu uma autorização da Autoridade de Antiguidades de Israel para realizar a escavação.
    O estudo, realizados com auxílio de câmeras de alta tecnologia, revelou uma inscrição grega fazendo referência à ressurreição de Cristo, feita “por alguns dos primeiros seguidores de Jesus”, disse James Tabor.
    "Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores”, citou James. O professor acaba de lançar um livro, intitulado “The Jesus Discovery”, trazendo na íntegra os resultados da pesquisa.
    Fonte - (Por Valder Damasceno em 4 de julho de 2012 Tags: , , , , , , , ,, , , /Gnotícias - http://noticias.gospelmais.com.br/)

    (imagem reprodução/noticias.gospelmais.com.br)

    Para homens de fé




    (túmulo do Messias, o Cristo/http://noticias.gospelmais.com.br)


    "DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

    20/04/2014

    Somos testemunhas da ressurreição de Jesus
    1ª Leitura: Atos 34.37-41; 2ª Leitura: Colossenses 3,1-4; Evangelho: João 20,1-9.

    A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto. Somos chamados a testemunhar isto.

    A primeira leitura é tirada dos Atos dos Apóstolos, livro que São Lucas escreveu por volta dos anos 80, quando a Igreja já estava consolidada, mas passando por vários problemas: além das perseguições movidas por judeus e romanos, surgiam cristãos com doutrinas diferentes, propondo coisas extravagantes: que Cristo era apenas um homem, ou que se podia ser cristãos sem amor as pessoas, ou ainda que o cristianismo deveria ser levado apenas a quem fosse judeu. Relembrando o que fizeram e disseram os apóstolos, Lucas procura mostrar aos cristãos, com simplicidade, qual é o verdadeiro cristianismo.

    Nesta passagem, lemos o discurso que São Pedro fez na casa de Cornélio, um homem cem por cento pagão. Pedro recebera uma inspiração e foi a essa casa. Lá proferiu esse discurso, convertendo a toda a família de Cornélio, batizando a todos. (Os discípulos de Jerusalém criticaram a Pedro por ter ido à casa de um pagão, mas Pedro mostrou a eles que Cristo veio para todos, e que Deus não tem preconceito contra ninguém.)

    O discurso contém o essencial das primeiras pregações dos apóstolos. Começa dizendo que Jesus foi ungido por Deus (“Cristo” quer dizer “ungido”), que passou a vida fazendo o bem, libertando as pessoas; que foi crucificado e morto, mas que Deus o isto ao povo e testemunhassem Jesus. O texto se conclui com uma frase alentadora para nós: Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.

    Muitos reduzem o cristianismo a uma longa série de imposições e de preceitos morais, ressuscitou de entre os mortos. E o próprio Jesus mandou que os apóstolos pregassem mas o essencial de nossa fé é o que está nesse discurso de São Pedro.

    Na segunda leitura São Paulo nos lembra que morremos para este mundo e ressuscitamos com Cristo. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

    O evangelho começa assim: No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Esta indicação do primeiro dia da semana não deve ser entendida apenas cronologicamente, mas deve-se fazer uma leitura teológica. O evangelho de São João procura mostrar que Jesus veio fazer uma nova criação, renovar o ser humano e o mundo. Assim, o primeiro dia da semana é também o primeiro dia da nova criação, que toma existência com a ressurreição de Jesus.

    Observe-se também que o aspecto é de tristeza: estava escuro, e podemos imaginar como estava Madalena, sozinha, indo ao túmulo de seu Mestre. Mas tudo muda com o túmulo vazio. Mesmo pensando que tivessem roubado o corpo, Madalena se transforma, sai correndo e vai logo atrás de dois discípulos que sempre aparecem juntos em várias situações do quarto evangelho: Pedro e “o discípulo que Jesus amava”. 

    Em todo este evangelho esse discípulo é citado assim, sem que saibamos quem seja ele. Muitos anos depois da morte de João é que a Igreja começou a interpretar que esse discípulo é João. Mas ele não é nomeado de propósito: estando assim, qualquer um de nós pode se colocar como sendo tal discípulo. Afinal todos nós somos amados por Cristo; basta agora agir como agia esse discípulo misterioso.

    Embora Jesus tenha dito várias vezes que iria ressuscitar ao terceiro dia, os discípulos duvidaram que tivesse havido a ressurreição. Pedro e João vão correndo para o túmulo; João chega primeiro (é mais novo), mas não entra, talvez em respeito a preeminência de Pedro. Pedro entrou no túmulo, viu os panos que haviam envolvido o corpo de Jesus, mas não deduziu nada; o outro discípulo entrou, viu, reparou no detalhe de que o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus estava enrolado, posto à parte; e acreditou. Este discípulo foi mais ligeiro do que Pedro tanto na corrida física como na corrida da fé. Procuremos agir como ele."

    (fonte - textos comentados por José Reis Pereira (professor Zé Reis, a partir de estudos da Bíblia Sagrada)

    (imagem colhida de http://noticias.gospelmais.com.br)